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Proibir redes sociais para menores de 15 anos? A Dinamarca acredita que sim

A premiê dinamarquesa afirmou que “os celulares e as redes sociais estão roubando a infância das crianças”. Agora, o país do norte europeu se prepara para uma medida inédita que promete inspirar o mundo — e também gerar muita polêmica. Entenda o que está em jogo.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O debate sobre o impacto das redes sociais na saúde mental infantil está ganhando força em todo o mundo. Depois de países como Austrália e Noruega proporem limites de idade, a Dinamarca decidiu ir além, apresentando um projeto de lei que pode transformar completamente a relação das novas gerações com o ambiente digital.

Dinamarca declara guerra à “infância digital perdida”

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, anunciou ao Parlamento um projeto de lei que pretende proibir o uso de redes sociais por menores de 15 anos. A líder foi direta: “Os celulares e as redes sociais estão roubando a infância de nossos filhos.”

Frederiksen afirmou que o país “libertou um monstro” e destacou o aumento alarmante de ansiedade e depressão entre jovens. Segundo ela, nunca tantas crianças tiveram dificuldade de leitura, concentração e convivência social. “Elas veem nas telas coisas que nenhuma criança deveria ver”, disse.

A proposta inclui a possibilidade de pais autorizarem o uso das redes a partir dos 13 anos, mas o governo ainda não detalhou como a restrição será aplicada nem quais plataformas serão afetadas.

Uma infância cada vez mais online

Os números apresentados pela premiê chamam a atenção: 60% dos meninos entre 11 e 19 anos preferem ficar em casa em vez de sair com amigos, e 94% dos alunos do sétimo ano já possuem perfis nas redes antes dos 13 anos.

A ministra da Digitalização, Caroline Stage, afirmou que o país foi “ingênuo” ao deixar as crianças entregues às plataformas. “Essas empresas nunca tiveram o bem-estar delas em mente. Precisamos sair do cativeiro digital e voltar à comunidade.”

O governo dinamarquês espera colocar a proibição em vigor já no próximo ano, como parte de um plano mais amplo de bem-estar infantil.

Escolas sem celulares e novas regras familiares

Em fevereiro, a Dinamarca já havia dado um passo importante: proibiu o uso de telefones celulares em todas as escolas e atividades extracurriculares. A decisão veio após uma comissão governamental concluir que o uso excessivo de telas estava ligado à crescente insatisfação entre jovens.

A comissão também recomendou que crianças com menos de 13 anos não tenham smartphones ou tablets próprios, reforçando a necessidade de limites digitais dentro das famílias.

Uma tendência que se espalha pelo mundo

O movimento dinamarquês não está isolado. A Austrália foi a primeira a adotar oficialmente a proibição de redes sociais para menores de 16 anos, afetando plataformas como Facebook, Snapchat, TikTok e YouTube.

Na Noruega, o primeiro-ministro Jonas Gahr Støre quer elevar a idade mínima para 15 anos e declarou que será “uma batalha árdua”, mas necessária para proteger as crianças “do poder dos algoritmos”.

Já a Grécia propôs criar uma “maioridade digital” em toda a União Europeia, exigindo consentimento dos pais para o acesso às redes sociais.

Com a Dinamarca agora à frente desse movimento, o mundo observa o início de uma nova era de políticas digitais, que podem redefinir os limites entre infância, tecnologia e bem-estar.

Fonte: Metrópoles

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