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Putin diz que assassinato de Khamenei viola o direito internacional e chama morte de líder iraniano de “crime cínico”

Em meio à escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o presidente russo Vladimir Putin classificou a morte do líder supremo iraniano como uma violação grave do direito internacional. A declaração expõe o alinhamento entre Moscou e Teerã e amplia a tensão geopolítica no Oriente Médio.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A crise no Oriente Médio ganhou um novo capítulo após declarações do presidente russo Vladimir Putin sobre a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Segundo a agência estatal russa TASS, Putin classificou o assassinato como um ato “cínico” e uma violação das normas do direito internacional. A fala ocorre em meio a uma ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos com apoio de Israel contra o Irã.

Declaração de Moscou e reação oficial

Os Verdadeiros Planos De Putin
© Contributor/Getty Images – Gizmodo

De acordo com a TASS, Putin afirmou que a morte de Khamenei desrespeita “todas as normas da moralidade humana e do direito internacional”. O presidente russo também declarou que o líder iraniano será lembrado na Rússia como um “estadista excepcional”.

O comentário foi um dos primeiros posicionamentos oficiais do Kremlin desde o início da nova rodada de ataques. A declaração reforça a aliança estratégica entre Moscou e Teerã, que se intensificou nos últimos anos, especialmente após a invasão russa da Ucrânia.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também condenou formalmente os ataques dos Estados Unidos e de Israel, classificando a ação como “medida imprudente” e “ato não provocado de agressão armada”.

Aliança entre Rússia e Irã

A relação entre Rússia e Irã tem se aprofundado no campo militar. Teerã tem fornecido à Rússia drones e mísseis balísticos utilizados no conflito contra a Ucrânia. Além disso, autoridades ocidentais já haviam apontado a cooperação para a construção de uma fábrica de drones em território russo.

Essa parceria estratégica ajuda a explicar a reação contundente de Moscou. O Irã tornou-se um parceiro-chave para a Rússia em um momento de forte isolamento internacional provocado pelas sanções ocidentais.

O anúncio dos Estados Unidos

Trump eleva o tom sobre o Irã e deixa no ar um movimento que preocupa o mundo
© https://x.com/LeeCamp

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no sábado que o país iniciou “grandes operações de combate” contra o Irã. Em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social, Trump afirmou que os EUA pretendem neutralizar as forças armadas iranianas e destruir seu programa nuclear.

Segundo o presidente americano, o Irã teria rejeitado “todas as oportunidades” de abandonar suas ambições nucleares. Israel confirmou que também participa da ofensiva.

Diferentemente dos ataques anteriores realizados em junho de 2025 — que duraram poucas horas —, fontes ouvidas pela CNN indicam que desta vez a operação pode se estender por vários dias.

Escalada regional sem precedentes

Os bombardeios começaram durante a madrugada de sábado, no primeiro dia útil da semana no Irã, quando milhões de pessoas se deslocavam para o trabalho e para a escola. A ofensiva teria incluído alvos estratégicos e lideranças políticas e militares.

A CNN informou anteriormente que Khamenei estaria entre os possíveis alvos da primeira onda de ataques, ao lado de outros dirigentes iranianos.

Em resposta, o regime iraniano lançou uma série de ataques contra instalações militares dos Estados Unidos na região. Explosões foram registradas em países que abrigam bases americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

A nova escalada amplia o risco de um conflito regional de grandes proporções, envolvendo múltiplos países e afetando diretamente a estabilidade do Golfo Pérsico — área estratégica para o fornecimento global de energia.

Enquanto Washington sustenta que a ofensiva busca impedir o avanço nuclear iraniano, Moscou acusa os EUA e Israel de violarem normas internacionais. O episódio marca mais um ponto de tensão em um cenário global já fragmentado por guerras, disputas energéticas e rivalidades geopolíticas cada vez mais explícitas.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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