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Tecnologia

Sam Altman afirma que IA pode transformar a humanidade mais do que a eletricidade e pede regras globais

Sam Altman defende a criação de um marco internacional para regular os modelos mais avançados de inteligência artificial. Segundo o CEO da OpenAI, padrões globais de segurança são essenciais para que a tecnologia beneficie toda a humanidade e avance de forma confiável.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A inteligência artificial avança em velocidade recorde, mas o debate sobre sua regulamentação também ganha força. Depois de diversos especialistas alertarem para os riscos da tecnologia, Sam Altman, cofundador e CEO da OpenAI, voltou a defenderIEm um artigo publicado no Financial Times, o executivo afirmou que a tecnologia poderá transformar a vida humana em uma escala inédita desde a eletricidade, mas destacou que isso só acontecerá se houver confiança e padrões globais de segurança.

Sam Altman propõe um marco internacional para a inteligência artificial

Ias Usam Outro Tipo De Linguagem
© Gerd Altmann – Pixabay

No artigo, Altman afirma que o mundo não conseguirá aproveitar todo o potencial da inteligência artificial sem enfrentar os riscos que acompanham seu desenvolvimento.

Para o CEO da OpenAI, estabelecer padrões internacionais de segurança é um requisito indispensável para que a tecnologia seja implementada em larga escala.

Como solução, ele propõe a criação de um fórum internacional liderado pelos Estados Unidos. A iniciativa reuniria especialistas independentes para avaliar capacidades e riscos dos modelos de IA, definir normas aceitas globalmente e ampliar o acesso à tecnologia para países e empresas que cumprirem essas regras.

Segundo Altman, uma estrutura desse tipo ajudaria a criar confiança entre governos, empresas e sociedade, além de reduzir o risco de que cada país adote regulamentações incompatíveis entre si.

A OpenAI acredita que os próximos modelos terão impacto histórico

Openai Logo
© Samuel Boivin/NurPhoto via Getty Images

Altman também demonstrou otimismo sobre a velocidade da evolução da inteligência artificial.

Segundo ele, em um ou dois anos a OpenAI espera desenvolver sistemas muito mais poderosos, capazes de gerar enorme impacto econômico, científico e social.

Na avaliação do executivo, a IA transformará as condições materiais da vida humana em uma escala que nenhuma inovação tecnológica alcançou desde a descoberta da eletricidade — e talvez até maior.

Ele acrescenta que os benefícios dessa transformação não devem ficar restritos a poucos países ou empresas.

“Pessoas em todo o planeta deveriam se beneficiar dessa tecnologia e decidir por conta própria a melhor forma de utilizá-la”, escreveu.

Sem regras globais, países podem impor restrições à IA

Apesar do entusiasmo, Altman alerta que o avanço da inteligência artificial depende diretamente da construção de um consenso internacional sobre segurança.

Na visão do executivo, se padrões globais não forem estabelecidos, muitos governos poderão adotar restrições próprias para controlar a tecnologia. Isso poderia fragmentar o desenvolvimento da IA e dificultar sua evolução.

Outro ponto defendido pelo CEO da OpenAI é que a regulamentação não deve ficar nas mãos das empresas responsáveis pelos modelos de inteligência artificial.

Segundo Altman, essa responsabilidade pertence às instituições democráticas, que devem conduzir o debate e definir, de forma transparente, como a tecnologia será utilizada pela sociedade.

Para ele, decisões tão importantes não podem ficar concentradas em um pequeno grupo de empresas de tecnologia sediadas em San Francisco.

Ao mesmo tempo, Altman reforça que a IA tem potencial para impulsionar descobertas científicas, acelerar tratamentos médicos, encontrar novas curas e gerar prosperidade em uma escala nunca vista. No entanto, ele afirma que isso só será possível se a população confiar na tecnologia.

Dario Amodei defende medidas ainda mais rígidas

As declarações de Altman surgem poucos dias depois de Dario Amodei, CEO da Anthropic, defender uma regulamentação ainda mais severa para a inteligência artificial.

Em um ensaio recente, Amodei propôs que a supervisão dos modelos de IA siga um modelo semelhante ao da Administração Federal de Aviação (FAA), dos Estados Unidos. Pela proposta, o governo teria autoridade para impedir o lançamento de um modelo caso testes independentes comprovassem que ele representa riscos inaceitáveis.

O executivo foi além e afirmou que, em um futuro próximo, os sistemas mais avançados de IA poderão representar um desafio comparável ao de materiais nucleares capazes de serem transformados em armas.

Se esse cenário se confirmar, conclui Amodei, será necessário adotar mecanismos regulatórios muito mais rígidos do que os atualmente discutidos para garantir que a inteligência artificial permaneça sob controle humano.

 

[ Fonte:Bussines Insider ]

 

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