Beber chá é um hábito antigo, presente na rotina de milhões de brasileiros. Mas o que poucos sabem é que a forma de preparo pode potencializar — ou desperdiçar — seus efeitos terapêuticos. Segundo o professor Paulo, do curso de Nutrição da Universidade de Joinville (SC), tudo começa com a parte da planta que será usada. Folhas, flores, cascas ou raízes exigem métodos diferentes para garantir o melhor resultado.
Infusão: o método ideal para folhas e flores
A infusão é indicada para as partes mais delicadas das plantas, como folhas e flores — camomila, hortelã e erva-doce são bons exemplos. O segredo está na temperatura da água e no tempo de repouso.
Como fazer:
- Aqueça a água até antes de ferver (quando começam a formar bolhas pequenas).
- Adicione a planta, tampe o recipiente com um pires.
- Deixe repousar por 3 a 5 minutos.
- Coe e sirva.
Uma dica de especialistas: o vapor que se forma sob a tampa contém compostos voláteis importantes. Não desperdice essas gotinhas — elas podem ser adicionadas à xícara para aproveitar ao máximo os princípios ativos.

Decocção: para raízes, cascas e sementes
Quando se trata de partes mais resistentes da planta, como raízes, cascas e sementes, o ideal é usar a técnica da decocção. O gengibre, por exemplo, é um dos ingredientes mais comuns nesse método.
Como fazer:
- Coloque as partes da planta na água fria.
- Leve ao fogo e deixe ferver de 3 a 5 minutos.
- Coe e consuma ainda morno.
O professor Paulo explica que o gengibre, além de aromático, tem propriedades que aliviam enjoos e promovem sensação de energia e bem-estar: “O gengibre é fenomenal. Dá um ‘up’ quando a gente está cansado”.
Pequenos cuidados, grandes resultados
Saber diferenciar infusão de decocção é um conhecimento simples, mas poderoso. Além de garantir o aproveitamento ideal dos nutrientes, esse cuidado também evita que compostos benéficos sejam destruídos por excesso de calor ou tempo de cozimento inadequado.
Se você consome chá para relaxar, aliviar sintomas ou cuidar da saúde, vale a pena ajustar esses detalhes no preparo. Afinal, uma xícara pode ser muito mais que um conforto — pode ser um verdadeiro remédio natural.
Fonte: G1 – Globo