O movimento faz parte de uma estratégia de reposicionamento da marca, que busca reconquistar clientes e reforçar a experiência original das suas cafeterias.
O fim das lojas “Pick Up”
O modelo que está sendo descontinuado é o Starbucks Pick Up, lançado em 2019. A proposta era atender pedidos feitos exclusivamente pelo aplicativo, permitindo que o cliente pagasse pelo celular e retirasse a bebida sem filas, sem mesas e sem consumir no local.
Apesar da praticidade, a rede admite que o formato não transmitia a essência da marca, conhecida por criar ambientes aconchegantes, que convidam à permanência e ao encontro.
Mas atenção: o serviço não vai acabar. A Starbucks vai manter a opção de pedir e pagar pelo aplicativo, só que agora integrada às cafeterias tradicionais. Segundo a empresa, os pedidos digitais já representam mais de 30% de todas as transações nos EUA.
Pumpkin Spice Latte e novos sabores de temporada

Com a chegada do outono no hemisfério norte, a Starbucks aposta no retorno do icônico Pumpkin Spice Latte (PSL), seu carro-chefe da temporada. Além disso, a rede está lançando novas bebidas e produtos sazonais com sabores como canela, noz-moscada e abóbora, disponíveis tanto nas cafeterias quanto em supermercados e lojas online.
A linha de cafés prontos para beber (RTD, na sigla em inglês), que inclui frappuccinos, lattes e cold brews, também volta a ganhar força e estará disponível em grandes varejistas, lojas de conveniência e até postos de gasolina.
Um passo atrás para dar um salto à frente
O novo plano faz parte da estratégia do CEO Brian Niccol, contratado no ano passado com a missão de liderar uma transformação profunda na empresa. Analistas classificam o movimento como “um passo atrás para dar um salto à frente”: a Starbucks está reforçando seu core business, voltando a focar no café de especialidade — uma aposta para disputar espaço no mercado premium.
Hoje, as cafeterias que trabalham com grãos arábica de alta qualidade lideram o ranking global de melhores lugares para tomar café, como o Toby’s Estate Coffee Roasters (Austrália), Onyx Coffee Lab (EUA) e Gota Coffee Experts (Áustria). A Starbucks quer recuperar terreno e subir no prestigiado ranking The World’s 100 Best Coffee Shops.
Reestruturação global e impacto no Brasil

Embora os fechamentos sejam concentrados nos EUA, a decisão sinaliza uma mudança global na estratégia da Starbucks. No Brasil, onde a rede chegou em 2008, a marca tem forte presença em shoppings, aeroportos e regiões centrais, e segue apostando no crescimento de cafeterias tradicionais.
O reposicionamento mostra que a empresa pretende competir não só pela conveniência, mas também pela experiência — algo cada vez mais valorizado pelos consumidores.
Um futuro com mais sabor e menos pressa
Ao encerrar o modelo Pick Up e investir novamente em ambientes acolhedores, a Starbucks quer reconquistar um espaço que sempre foi seu: o de ser mais do que um café para levar, mas um lugar para ficar.
Para os fãs, a mensagem é clara: o futuro da Starbucks terá cafés especiais, mais opções sazonais e experiências repensadas — sem perder a essência que fez da marca uma das mais icônicas do mundo.
[ Fonte: Infobae ]