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Tecnologia

Starlink anuncia celulares compatíveis com internet via satélite: Apple, Samsung, Motorola e Google lideram lista

A partir de outubro, usuários nos EUA poderão usar dados móveis mesmo sem cobertura de torres celulares. O serviço T-Satellite, fruto da parceria entre T-Mobile e Starlink, chega primeiro a modelos recentes de iPhone, Galaxy, Pixel e Motorola.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A promessa de nunca mais ficar totalmente sem sinal está prestes a se tornar realidade para milhões de pessoas. A partir de 1º de outubro de 2025, a T-Mobile, em parceria com a Starlink, dará início ao T-Satellite, um serviço que conecta smartphones comuns diretamente à rede de satélites da SpaceX quando não há cobertura móvel tradicional.

A novidade permitirá enviar mensagens, fazer chamadas de emergência e até usar alguns aplicativos com dados móveis. O recurso será especialmente útil em viagens, acampamentos, áreas rurais ou grandes eventos, quando a rede terrestre não dá conta da demanda.

Quais celulares são compatíveis?

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© YouTube – Made by Google

A T-Mobile publicou uma lista oficial com os primeiros aparelhos habilitados para o T-Satellite. O destaque fica para a linha Google Pixel 10, que já estreia com suporte a dados, MMS e mensagens de texto desde o lançamento.

  • Google Pixel
    • Pixel 10, 10 Pro, 10 Pro XL e Pixel X Fold: texto, MMS e dados já disponíveis.
    • Pixel 9 e 9 Pro (incluindo XL e Fold): texto e MMS; dados a partir de outubro.
    • Pixel 9a: apenas mensagens de texto.
  • Apple iPhone
    • Do iPhone 13 ao iPhone 17: atualmente só enviam mensagens de texto; MMS e dados chegarão em futuras atualizações.
  • Motorola
    • Modelos de 2025 (Moto Edge, Moto G 5G, G Power 5G e série Razr, incluindo Razr+ e Razr Ultra): texto e MMS habilitados; dados em fase posterior.
    • Modelos de 2024: restritos a mensagens de texto e MMS.
  • Samsung Galaxy
    • Aparelhos mais antigos (Galaxy A14, S21, Z Flip3 e Z Fold3): apenas mensagens de texto.
    • A partir de outubro: suporte a dados para Galaxy A15, A16, A25, A35, A36, A53, A54, A56, além das séries Galaxy S22, S23, S24 e S25. Também incluídos os dobráveis Z Flip5 em diante e Z Fold5 em diante.
  • T-Mobile REVVL
    • REVVL 7, 7 Pro e REVVL 8: por enquanto apenas texto; MMS e dados serão liberados depois.

Como funciona a conexão

Corrida Espacial Digital
© SpaceX – Pexels

O T-Satellite não exige antenas externas nem equipamentos especiais. Quando o celular perde o sinal das torres, conecta-se automaticamente à rede da Starlink, exibindo na tela a etiqueta “T-Mobile SpaceX”.

Devido às limitações de banda, apenas alguns aplicativos foram otimizados para uso via satélite — como Google Maps, Messages e Find Hub. A prioridade é garantir funções básicas e chamadas de emergência, especialmente o 911, reforçando a utilidade em situações críticas.

Lançamento e custos

O serviço foi anunciado oficialmente em 24 de julho de 2025, mas só começará a oferecer dados a partir de outubro. Inicialmente estará restrito aos Estados Unidos, embora a T-Mobile já planeje acordos internacionais de roaming.

Para clientes dos planos Go5G Next ou Experience Beyond, o T-Satellite será incluído sem custo extra. Outros usuários poderão aderir pagando cerca de US$ 10 por mês, mesmo que não sejam clientes diretos da T-Mobile.

Por que esse avanço é importante

Até agora, a internet via satélite em celulares era limitada a aparelhos especializados ou serviços de emergência muito básicos. O acordo entre T-Mobile e Starlink inaugura uma nova era: qualquer usuário com um modelo compatível poderá se conectar diretamente a satélites sem trocar de smartphone.

Isso significa maior segurança em trilhas, viagens ou áreas isoladas, além de maior confiabilidade em eventos urbanos onde a rede convencional satura. Em um mundo cada vez mais dependente do smartphone, ter navegação e comunicação garantidas mesmo sem cobertura tradicional pode ser decisivo.

O futuro da conectividade já não depende apenas de torres no chão: os satélites agora fazem parte da equação, e T-Mobile e Starlink deram o primeiro grande passo para integrar essa tecnologia ao cotidiano.

 

[ Fonte: Infobae ]

 

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