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Superendividamento: o que a lei garante e como ela pode salvar seu orçamento

Com a alta da inflação e dos juros, o endividamento atinge milhões de brasileiros. Conhecer seus direitos e as alternativas de negociação é essencial para recuperar o equilíbrio financeiro e proteger suas necessidades básicas. Veja o que a legislação garante e como buscar apoio para reorganizar suas finanças.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Com o aumento do custo de vida, o número de brasileiros com dívidas cresceu expressivamente. Para quem enfrenta dificuldades financeiras, saber como agir e quais direitos estão assegurados faz toda a diferença no momento de renegociar e retomar o controle do orçamento.

A Lei que protege quem enfrenta o superendividamento

Aprovada em 2021, a Lei nº 14.181, conhecida como Lei do Superendividamento, oferece suporte aos consumidores que não conseguem mais arcar com suas dívidas sem comprometer despesas essenciais. O objetivo é permitir a renegociação de débitos de forma justa e equilibrada.

Para se beneficiar da lei, o consumidor precisa atender a alguns critérios: ter contratado dívidas de boa-fé, ter acumulado débitos voltados a necessidades básicas e comprovar renda insuficiente para manter o padrão mínimo de vida.

Quais dívidas podem ser renegociadas

Diversos tipos de débitos podem ser reorganizados sob a proteção da Lei do Superendividamento, incluindo:

  • Boletos de consumo e carnês

  • Contas de água, luz, gás e telefone

  • Parcelamentos em geral

  • Empréstimos bancários e dívidas de cartão de crédito

Isso possibilita aos consumidores renegociarem suas pendências e restabelecerem sua capacidade de pagamento com condições mais adequadas.

Endividamento (2)
© Pixabay – Republica

Como identificar se você está em situação de risco

O Banco Central define como endividado de risco aquele cujo comprometimento da renda ultrapassa 50% ou que, mesmo quitando as dívidas, ainda vive abaixo da linha da pobreza. Sinais de alerta incluem:

  • Sobrar menos de R$ 600 após o pagamento das dívidas (para quem recebe R$ 3.000)

  • Inadimplência recorrente

  • Uso excessivo de diferentes linhas de crédito

Reconhecer esses sinais precocemente é fundamental para buscar renegociação antes que a situação se agrave.

Onde buscar ajuda para renegociar

Quem precisa reorganizar as finanças pode contar com suporte de órgãos como:

  • Tribunais de Justiça

  • Centros Judiciários de Solução de Conflitos (CEJUSC)

  • Defensorias Públicas

  • Procons

Essas instituições orientam a elaboração de propostas e auxiliam na mediação entre devedores e credores, promovendo acordos viáveis.

Manter o consumo consciente, organizar os gastos e construir uma reserva de emergência são práticas que ajudam a evitar o superendividamento e garantem mais tranquilidade para o futuro.

Fonte: Capitalist

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