Brueckner, alemão de 49 anos, deixou recentemente a prisão na Alemanha, onde cumpria pena de sete anos pelo estupro de uma idosa também na região da Praia da Luz. Mesmo em liberdade, ele usa tornozeleira eletrônica e afirma ser constantemente vigiado pela polícia. “Na realidade eu não me sinto livre. Sou seguido pela polícia 24 horas por dia”, disse em entrevista ao jornalista Martin Brunt.
Sobre o desaparecimento de Madeleine, Brueckner evitou responder diretamente. “Meu advogado de defesa falou para eu não falar nada sobre este assunto. E, infelizmente, eu tenho que obedecer a isso”, declarou. Ele também acusou investigadores de perseguição: “Quero que parem com essa caça às bruxas contra mim e me devolvam a vida”.
Evidências que ligam Brueckner ao caso

Apesar de negar envolvimento, as autoridades alemãs e britânicas afirmam possuir provas contundentes. Investigações revelaram que ele estava na região do hotel no dia e horário em que Madeleine desapareceu, confirmado por registros de ligações telefônicas. Além disso, buscas em uma antiga fábrica ligada a Brueckner encontraram material perturbador: fotos de crianças, centenas de roupas infantis, brinquedos e um disco rígido com conteúdos suspeitos.
Dois conhecidos também alegam que Brueckner teria confessado o sequestro e a morte da menina. O promotor responsável pelo caso insiste que há indícios fortes de que Madeleine foi morta por ele, embora uma acusação formal ainda não tenha sido apresentada.
O futuro da investigação
Enquanto a Scotland Yard se prepara para novas conversas com autoridades alemãs, o destino do processo contra Brueckner segue indefinido. Ele ainda enfrenta outros julgamentos, mas o peso do caso Madeleine permanece como a principal sombra sobre sua vida. Para os investigadores, ele continua sendo o único suspeito.
O caso Madeleine McCann, que há 18 anos choca o mundo, continua sem desfecho. A fala de Christian Brueckner reacende debates e pressiona as autoridades a esclarecer se as provas serão suficientes para uma acusação formal. Até lá, a família e o público seguem sem respostas definitivas.
[Fonte: Bebemamae]