Uma fábrica da Solar, segunda maior fabricante da Coca-Cola no Brasil, teve a produção temporariamente suspensa após indícios de contaminação. Localizada no Ceará, a unidade está sob investigação do Ministério da Agricultura, que analisa o possível vazamento de substâncias durante o processo produtivo. O caso coloca em evidência os cuidados exigidos na produção de bebidas em larga escala.
Investigação e suspensão preventiva
A paralisação foi determinada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na terça-feira (3), e anunciada publicamente no dia seguinte. A medida, segundo o órgão, foi tomada de forma preventiva, com o apoio da própria empresa, após a detecção de um vazamento no sistema de resfriamento da linha de produção da unidade localizada em Maracanaú, no Ceará.
Durante a apuração, fiscais constataram que o líquido utilizado no resfriamento, que contém álcool de grau alimentício — considerado não tóxico, mas inadequado para consumo direto — entrou em contato com bebidas ainda em fase de produção. Diante do ocorrido, cerca de 9 milhões de litros foram isolados para testes laboratoriais. Os produtos só serão liberados para o mercado após confirmação de que estão aptos ao consumo.
Repercussão, posicionamento da empresa e protocolos de segurança
A fábrica afetada é apenas uma das 13 unidades industriais da Solar, que também conta com 44 centros de distribuição espalhados pelo país. A empresa é responsável pela fabricação não só da Coca-Cola, mas também de marcas como Fanta, Sprite, Kuat, Guaraná Jesus, Schweppes, Del Valle e os chás Leão — embora o Mapa não tenha especificado quais bebidas foram potencialmente afetadas.
A empresa comunicou que está realizando testes rigorosos para assegurar a segurança dos produtos e destacou que mantém certificações internacionais como ISO 9001 e FSSC 22000, voltadas à gestão da qualidade e à segurança alimentar. A expectativa é de que as correções necessárias sejam concluídas rapidamente, permitindo o retorno das atividades ainda nesta semana.
As demais unidades da Solar continuam operando normalmente. O caso, no entanto, reacende o debate sobre os riscos que falhas técnicas representam à saúde pública e à reputação de grandes marcas do setor alimentício.
[Fonte: Terra]