Pular para o conteúdo
Tecnologia

Tamagotchi: a febre dos anos 90 que nunca morreu e continua conquistando fãs

O Tamagotchi, o bichinho virtual que virou mania entre crianças e adolescentes nos anos 90, continua ativo até hoje. De chaveiros a versões em formato de relógio, o brinquedo que ensinava responsabilidade e arrancava sorrisos mantém seu espaço na cultura pop, despertando nostalgia e atraindo novos colecionadores.
Por

Tempo de leitura: 3 minutos

Nos anos 90, poucas febres infantis foram tão marcantes quanto o Tamagotchi. O pequeno bichinho virtual da Bandai rapidamente se tornou companheiro inseparável de crianças do mundo todo, exigindo atenção, cuidados e paciência para crescer saudável. Mesmo décadas depois, a franquia não só permanece viva, como segue conquistando fãs, com novas versões e uma legião de colecionadores em busca de raridades que marcaram uma geração inteira com seu charme nostálgico.

O que é e como funciona o Tamagotchi

O Tamagotchi é um pequeno dispositivo eletrônico que cabe na palma da mão e exibe, em uma tela LCD, um bichinho virtual que depende do dono para viver. Alimentar, brincar, cuidar da higiene e colocá-lo para dormir fazem parte da rotina diária. Se o bichinho ficar doente, remédios virtuais precisam ser administrados.

O objetivo é manter o pet feliz e saudável até a fase adulta. Caso seja negligenciado, ele pode até morrer, tornando o cuidado constante essencial. O dispositivo, que lembra um ovo colorido com botões, foi criado pela Bandai e lançado no Japão em 1996, chegando rapidamente a outros países, incluindo o Brasil em 1997.

O nascimento de uma febre mundial

A ideia do Tamagotchi surgiu quando Akihiro Yokoi, então presidente da Wiz Co., percebeu que crianças não podiam levar seus animais de estimação para todos os lugares. A solução seria um pet digital portátil. Em parceria com a Bandai, o conceito foi desenvolvido e lançado inicialmente como um chaveiro, embora a ideia original fosse de um relógio de pulso.

O sucesso foi imediato: lojas nos Estados Unidos relataram estoques esgotados em poucas horas. Em pouco tempo, o brinquedo se tornou fenômeno global, com milhões de unidades vendidas e marketing voltado principalmente ao público feminino, mas conquistando meninos e meninas. No Brasil, rapidamente se tornou parte da rotina das crianças entre 1997 e 1998.

O impacto no Brasil e as versões alternativas

O preço elevado e a dificuldade de importação fizeram muitos brasileiros recorrerem às versões alternativas. Entre elas, o Rakuraku Dinokun foi o “Tamagotchi de camelô” mais popular. Ele funcionava de maneira semelhante ao original, mas tinha formato diferente e mais botões. Até mesmo o Dinokun ganhou cópias piratas, que também fizeram sucesso.

O fenômeno era tão grande que surgiram versões oficiais inspiradas em franquias famosas, como Toy Story, e o brinquedo rapidamente virou símbolo da década. O Tamagotchi não só divertia, como também introduzia noções de responsabilidade ao ensinar crianças a cuidar de seu bichinho digital.

Tamagotchi hoje: nostalgia e colecionismo

O Tamagotchi, O Bichinho Virtual Que Virou Mania Entre Crianças 1
© X – @theenemybr

Mesmo após perder espaço para videogames portáteis e smartphones, o Tamagotchi nunca desapareceu. A Bandai continua lançando novos modelos, incluindo versões modernas em formato de relógio de pulso, que unem nostalgia e tecnologia. Em 2023, o modelo mais recente chegou ao mercado, mostrando que a marca segue forte quase três décadas depois.

Além disso, o bichinho virtual ganhou um mercado de colecionadores, que buscam desde edições clássicas até lançamentos raros. Paralelamente, diversas imitações continuam disponíveis em lojas online, mantendo viva a experiência de criar e cuidar de um amigo digital, tal como nos anos 90.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

Partilhe este artigo

Artigos relacionados