Pular para o conteúdo
Notícias

Taxa surpresa no iFood irrita usuários: R$ 0,99 a mais em todos os pedidos no Brasil

Sem aviso prévio, o iFood passou a cobrar uma taxa de serviço de R$ 0,99 em todos os pedidos realizados no Brasil. A medida pegou os consumidores de surpresa e já tem gerado fortes críticas nas redes sociais. Entenda o que mudou, quanto isso representa para a empresa e o que dizem os usuários.
Por

Tempo de leitura: 3 minutos

Se você costuma pedir comida pelo iFood, prepare-se para uma cobrança extra. Desde o último domingo (26), a plataforma de delivery passou a adicionar uma taxa fixa de R$ 0,99 a todos os pedidos no país, independentemente do valor ou da distância. A mudança, não comunicada aos clientes com antecedência, causou indignação entre usuários nas redes sociais e levantou questionamentos sobre transparência.

 

A nova cobrança

Até recentemente, essa tarifa de R$ 0,99 era aplicada apenas a pedidos de baixo valor. Agora, no entanto, ela passou a ser cobrada em todos os pedidos feitos pelo aplicativo, além da já tradicional taxa de entrega. Ou seja, mesmo compras maiores ou de restaurantes próximos passaram a ter esse custo extra.

A empresa não enviou notificações nem e-mails aos clientes informando sobre a mudança, o que aumentou a insatisfação entre os usuários.

 

Impacto milionário

Com base nos dados da própria plataforma — que realiza mais de 100 milhões de pedidos por mês — a nova taxa poderá gerar cerca de R$ 100 milhões mensais para o iFood. A empresa afirma que o valor será usado para investimentos em inovação, melhorias tecnológicas e expansão dos serviços da plataforma.

Segundo o comunicado oficial do iFood, “a tarifa contribui para que o iFood continue investindo na plataforma, permitindo melhorias contínuas, inovação tecnológica e expansão de serviços”. No entanto, muitos consumidores não veem a cobrança com bons olhos.

 

Relação com o reajuste dos entregadores?

A cobrança da nova taxa acontece um mês após o aumento no valor mínimo pago aos entregadores, que passou de R$ 6,50 para R$ 7 (para entregas de bicicleta) e R$ 7,50 (para entregas de moto ou carro). Embora o iFood negue qualquer relação entre os dois fatos, a proximidade entre os anúncios levantou suspeitas entre os usuários e especialistas.

Para muitos consumidores, a impressão é de que a empresa está repassando os custos dos reajustes para os clientes — o que reacendeu debates sobre as condições de trabalho dos entregadores e a responsabilidade das plataformas digitais.

 

Reação dos usuários

A novidade repercutiu mal nas redes sociais. Muitos usuários criticaram a falta de transparência e alegaram que a plataforma deveria ter comunicado claramente a alteração. Outros questionaram por que uma empresa que já lucra com taxas de entrega e comissões dos restaurantes estaria cobrando ainda mais dos consumidores.

Frases como “mais uma facada do iFood”, “nem avisaram” e “estão testando até onde podem ir” viralizaram em plataformas como Twitter e Instagram.

 

O que esperar daqui para frente?

Apesar das críticas, não há indícios de que o iFood vá recuar na cobrança da nova taxa. A tendência é que ela continue sendo aplicada como parte do modelo de negócios da empresa, seguindo a lógica de outras plataformas que vêm adicionando custos extras sob justificativas de manutenção ou melhoria dos serviços.

Especialistas sugerem que os consumidores fiquem atentos aos detalhes da cobrança e avaliem alternativas — como buscar restaurantes com entrega própria ou utilizar aplicativos concorrentes que ofereçam condições mais vantajosas.

A cobrança de pequenas taxas, quando acumulada ao longo do tempo, pode representar um peso considerável para quem utiliza o serviço com frequência. E, como mostra a reação do público, qualquer mudança sem aviso claro pode sair mais cara para a reputação da empresa do que os centavos cobrados.

 

[ Fonte: Época Negocios ]

 

Partilhe este artigo

Artigos relacionados