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Trump anuncia acordo com Putin para ampliar oferta de diesel e enfrenta críticas da Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos anunciou a entrada de diesel russo no mercado americano e mundial para tentar reduzir os preços. Washington autorizou temporariamente essas operações, mas o efeito sobre o combustível permanece incerto. A Ucrânia criticou a iniciativa por considerar que ela fortalece a economia que sustenta a guerra russa.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Donald Trump anunciou na sexta-feira, 9 de outubro, um acordo com Vladimir Putin para ampliar o fornecimento de diesel russo. A iniciativa ocorre em meio à pressão dos combustíveis sobre o custo de vida e às eleições legislativas americanas de novembro. Enquanto Washington apresenta a medida como uma resposta à crise energética, Kiev alerta para as consequências de permitir novas receitas a Moscou durante a guerra. 

O que Trump anunciou

Segundo o presidente americano, a Rússia fornecerá imediatamente mais de 300 mil toneladas de diesel aos mercados dos Estados Unidos e de outros países. O cronograma anunciado prevê outras 500 mil toneladas em novembro e um milhão logo depois.

Trump também mencionou três milhões de toneladas adicionais em um período posterior, condicionado à situação das refinarias russas. Esses volumes correspondem ao anúncio do presidente, e não à confirmação de cargas já entregues. 

A promessa é reduzir rapidamente os preços para consumidores, agricultores e transportadores. Entretanto, a chegada do combustível e seu impacto nas bombas dependem da execução das operações e das condições do mercado.

Washington abre uma autorização temporária

O Departamento do Tesouro publicou a Licença Geral nº 135, que autoriza operações relacionadas à venda, entrega, descarga e importação de diesel de origem russa. O documento inclui expressamente a entrada do produto nos Estados Unidos. 

A autorização vale até 7 de abril de 2027, no horário estabelecido pela licença. Portanto, trata-se de uma abertura temporária para essas transações, com alcance definido no documento.

A licença também mantém uma restrição: não permite debitar determinadas contas do Banco Central da Rússia, do Fundo Nacional de Riqueza russo ou do Ministério das Finanças em instituições financeiras americanas.

Essa autorização representa a etapa concreta adotada por Washington para viabilizar o comércio anunciado. Ela, por si só, não comprova o cumprimento do cronograma de fornecimento apresentado por Trump.

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© YouTube

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou a iniciativa e argumentou que flexibilizar as restrições ao comércio de produtos petrolíferos beneficia Moscou. Para Kiev, essas receitas podem ajudar a prolongar a guerra.

Já Kirill Dmitriev, enviado de Putin, celebrou a cooperação energética entre os dois países. As reações opostas expõem o conflito entre a tentativa americana de aliviar os preços e a estratégia de limitar os recursos disponíveis ao governo russo. 

O diesel pode ficar mais barato?

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© Unsplash – Zone Three.

Especialistas ouvidos pela Associated Press consideram que o acordo pode ter efeito limitado sobre os preços. Uma das dúvidas é se haverá aumento efetivo da oferta mundial ou principalmente uma redistribuição de combustível que atenderia outros compradores. Gargalos na capacidade de refino também continuam relevantes. 

O acordo se soma a outras iniciativas. Em 5 de outubro, Trump assinou uma ordem de alívio tributário sobre o diesel, permitindo temporariamente o uso rodoviário do combustível identificado com corante vermelho e determinando medidas para adiar o imposto federal correspondente. 

A Casa Branca apresentou essa política como apoio a agricultores e caminhoneiros. Agora, o fornecimento russo acrescenta uma frente diplomática à resposta econômica. A promessa de queda rápida dos preços, porém, ainda precisa se confirmar no abastecimento e no custo pago pelos consumidores.

 

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