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Mundo

Um meteoro cruzou os céus dos Estados Unidos a mais de 120 mil km/h e explodiu com a força de 300 toneladas de TNT — o estrondo foi ouvido a quilômetros de distância

Moradores do nordeste dos Estados Unidos viveram momentos de surpresa no último sábado após uma poderosa explosão ecoar pelos céus da região. O responsável não foi um acidente nem um teste militar, mas um meteoro que se desintegrou na atmosfera liberando uma energia impressionante.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Quem estava em partes dos estados de Massachusetts e New Hampshire na tarde de sábado pode ter pensado que algo incomum estava acontecendo. Um forte estrondo atravessou a região, chegando a fazer casas tremerem em algumas localidades. Pouco depois, a NASA confirmou a origem do fenômeno: um meteoro que entrou na atmosfera terrestre em altíssima velocidade e explodiu antes de atingir o solo.

O visitante que surgiu sem aviso

Um meteorito guardado por 300 anos revelou um material que desafia tudo o que a física esperava
© Unsplash

Segundo informações divulgadas pela NASA, o objeto entrou na atmosfera terrestre por volta das 14h06 no horário local.

A bola de fogo foi observada sobre o nordeste de Massachusetts e o sudeste de New Hampshire antes de se desintegrar a uma altitude superior a 60 quilômetros.

Embora eventos desse tipo aconteçam regularmente ao redor do planeta, poucos liberam energia suficiente para serem percebidos por tantas pessoas ao mesmo tempo.

O meteoro viajava a mais de 120 mil quilômetros por hora quando encontrou as camadas mais densas da atmosfera terrestre, provocando um intenso aquecimento e sua consequente fragmentação.

Por que a explosão foi tão intensa?

De acordo com a NASA, a energia liberada durante a desintegração foi equivalente à detonação de aproximadamente 300 toneladas de TNT.

Essa enorme liberação de energia explica os estrondos registrados na região e os relatos de vibrações sentidas por moradores.

Quando um meteoro entra na atmosfera em velocidades extremas, a compressão do ar à sua frente gera temperaturas elevadíssimas. Em muitos casos, a pressão se torna tão intensa que o objeto simplesmente não consegue resistir e explode no ar.

Esse tipo de fenômeno é conhecido como explosão aérea, ou airburst, e pode produzir ondas de choque capazes de percorrer grandes distâncias.

Os relatos que tomaram conta das redes sociais

Poucos minutos após a explosão, moradores começaram a compartilhar suas experiências nas redes sociais.

Diversos relatos mencionavam um estrondo semelhante a uma explosão ou a um trovão extremamente forte.

Algumas pessoas afirmaram que portas e janelas vibraram, enquanto outras disseram ter sentido suas casas tremerem por alguns segundos.

A repercussão foi imediata, especialmente porque o céu estava relativamente limpo em várias áreas da região, tornando o fenômeno ainda mais inesperado para quem ouviu o barulho sem ver a bola de fogo.

Não era lixo espacial nem um satélite

Diante da frequência com que satélites e detritos espaciais retornam à atmosfera terrestre, muitas pessoas especularam que a explosão poderia ter sido causada por algum equipamento artificial.

A NASA, porém, descartou essa possibilidade.

Segundo Jennifer Dooren, vice-chefe de comunicação da agência espacial, o objeto era um meteoro natural e não estava relacionado à reentrada de lixo espacial nem à queda de qualquer satélite.

A agência também esclareceu que o fenômeno não fazia parte de nenhuma chuva de meteoros ativa neste período do ano.

Isso significa que o objeto provavelmente era um fragmento isolado de rocha espacial que cruzou o caminho da Terra por acaso.

Um lembrete da atividade constante do espaço

Embora tenha causado susto, o evento não representou risco significativo para a população.

A grande altitude da explosão impediu que a onda de choque causasse danos relevantes em solo.

Ainda assim, o episódio serve como um lembrete de que nosso planeta é constantemente atingido por fragmentos vindos do espaço.

A maioria deles é pequena e se desintegra sem chamar atenção. De vez em quando, porém, um objeto maior entra na atmosfera na velocidade e no ângulo certos para produzir um espetáculo capaz de ser visto — e ouvido — por milhares de pessoas.

Foi exatamente isso que aconteceu sobre os céus do nordeste dos Estados Unidos neste fim de semana.

 

[ Fonte: DW ]

 

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