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Mundo

Um país onde ainda é 2016: conheça o lugar que vive fora do nosso tempo

Enquanto o mundo inteiro já vive em 2025, existe um lugar onde os relógios marcam outro ritmo e o calendário mostra o ano de 2016. Com um sistema de 13 meses e tradições milenares, esse país desafia a noção global de tempo — e guarda histórias que vão muito além da contagem dos dias.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Num mundo cada vez mais padronizado e acelerado, ainda existem culturas que resistem à uniformidade do tempo. A Etiópia é uma dessas raras exceções. Com seu próprio calendário, história de independência e uma forte identidade espiritual, o país nos lembra que tempo, história e cultura não são absolutos, mas construções que variam profundamente de um povo para outro.

Um calendário que foge à regra mundial

Na Etiópia, o calendário ainda marca o ano de 2016 — e o ano tem 13 meses. Essa contagem não é um erro ou um capricho: trata-se do calendário etíope, baseado no antigo calendário alexandrino, que se manteve vivo por motivos religiosos e culturais. A diferença de sete a oito anos em relação ao calendário gregoriano surgiu porque a Igreja Ortodoxa Etíope não aceitou as mudanças propostas pela Igreja Católica no século VI.

O calendário local divide o ano em 12 meses de 30 dias cada, mais um mês extra chamado Pagumē, com cinco ou seis dias, dependendo do ano bissexto. Além disso, os etíopes começam a contar o dia às 6h da manhã, então o que para nós são 7h, para eles é a primeira hora do dia.

Uma nação africana que nunca foi colonizada

A Etiópia também se destaca como um dos únicos países africanos que jamais foi colonizado formalmente por potências europeias. Em 1896, derrotou o exército italiano na Batalha de Adwa, preservando sua soberania e inspirando outros povos africanos.

Décadas depois, o imperador Haile Selassie teve papel decisivo na fundação da Organização da Unidade Africana, hoje União Africana. Sua liderança reforçou o papel do país como símbolo de resistência e identidade africana.

Um País Onde Ainda é 2016 (2)
© Minoli – Shutterstock

Berço da humanidade e do café

A Etiópia é considerada por muitos arqueólogos como o berço da humanidade. Foi lá que se encontrou o fóssil de “Lucy”, uma Australopithecus afarensis que viveu há mais de três milhões de anos e ajudou a reescrever a história da evolução humana.

Também é de lá que vem o café. A lenda conta que um pastor chamado Kaldi percebeu o efeito energizante dos frutos consumidos por suas cabras — e assim começou uma tradição que conquistou o mundo.

Onde o tempo tem outro significado

Na Etiópia, o tempo não é só uma questão de relógio ou calendário, mas uma expressão cultural. Viver em 2016, com 13 meses por ano, é também afirmar uma identidade própria. Num mundo globalizado, a Etiópia segue nos lembrando que existem outras formas de contar — e viver — o tempo.

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