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Único no mundo: O país da América Latina que conesguiu autossuficiência alimentar total

Enquanto grandes potências ainda enfrentam limitações para alimentar suas próprias populações, um país próximo ao Brasil alcançou o que nenhuma outra nação conseguiu.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Em meio a um cenário mundial de insegurança alimentar, desastres climáticos e tensões geopolíticas, alcançar a autossuficiência na produção de alimentos se tornou mais do que um ideal — é uma necessidade estratégica. E, surpreendentemente, apenas uma nação conseguiu cumprir integralmente essa missão. O que mais chama atenção? Ela está logo ao lado do Brasil.

Um feito silencioso, mas impressionante

Único no mundo: O país da América Latina que conesguiu autossuficiência alimentar total
© Pexels

De acordo com uma pesquisa publicada na revista Nature Food, entre 186 países avaliados, apenas a Guiana, uma pequena nação sul-americana com cerca de 830 mil habitantes, foi capaz de produzir internamente todos os sete grupos alimentares considerados essenciais.

Frutas, legumes, carnes, laticínios, pescados, oleaginosas e alimentos ricos em amido fazem parte dessa lista. A conquista é ainda mais notável quando se observa que países de grande porte, como China e Vietnã, ficaram próximos, mas ainda dependem de importações em ao menos uma categoria. O Brasil, por sua vez, cobre cinco dos sete grupos, mas apresenta carências especialmente em vegetais e peixes.

Já no extremo oposto, locais como Afeganistão, Iêmen e Catar não produzem o suficiente em nenhum dos grupos analisados, sendo completamente dependentes de importações externas.

O poder discreto da natureza

Segundo os cientistas da Universidade de Goettingen, que lideraram o estudo, os fatores decisivos para esse desempenho não estão na riqueza ou no desenvolvimento tecnológico, mas na geografia e nos recursos naturais. Clima estável, solo fértil e disponibilidade de água foram os elementos-chave que favoreceram o sucesso da Guiana.

Essas condições permitem ao país não apenas suprir sua população com alimentos variados, mas também manter um sistema produtivo resiliente, mesmo diante de desafios econômicos. Isso reforça a ideia de que políticas agrícolas eficientes, somadas a recursos naturais favoráveis, podem superar as limitações estruturais.

Um alerta silencioso para o futuro

O estudo levanta uma questão preocupante: mais de 85% dos países do mundo ainda dependem de importações para garantir acesso a uma dieta completa. E muitos deles concentram essas compras em poucos fornecedores — o que os torna vulneráveis a choques de mercado, conflitos e desastres naturais.

A recomendação dos pesquisadores é clara: buscar a autossuficiência sempre que possível. Quando isso não for viável, a alternativa deve ser a diversificação dos parceiros comerciais para minimizar riscos em tempos de crise. Nesse contexto, o exemplo da Guiana ganha ainda mais relevância e serve de lição para o mundo inteiro.

[Fonte: NSC Total]

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