Comprar uma televisão está deixando de ser apenas uma escolha entre tamanho, resolução e tipo de painel. Na geração 2026, a Samsung quer colocar a inteligência artificial no centro da experiência, usando o próprio conteúdo exibido para ajustar recursos e oferecer novas formas de interação. A família inclui tecnologias Micro RGB, OLED e Neo QLED, com novidades especialmente interessantes para pessoas que acompanham futebol, consomem streaming ou usam a TV como tela principal para videogames.
A inteligência artificial passa a entender o que está acontecendo na tela

A Samsung prepara sua nova geração de televisores 2026 com uma estratégia que vai muito além de melhorar simplesmente a qualidade da imagem.
No centro dessa transformação está o Vision AI, ecossistema de inteligência artificial desenvolvido para tornar a televisão mais consciente do conteúdo exibido e dos hábitos de quem está assistindo.
Um dos principais recursos é o Vision AI Companion. Em vez de funcionar apenas como um assistente tradicional que espera comandos de voz, o sistema analisa o contexto do que está sendo reproduzido e pode apresentar informações ou recomendações relacionadas aos interesses do usuário.
A proposta é fazer com que a TV deixe de funcionar como uma tela passiva e passe a adaptar diferentes aspectos da experiência de entretenimento.
Essa mudança pode ganhar relevância principalmente em três situações muito comuns: plataformas de streaming, videogames e transmissões esportivas.
A nova geração também amplia o uso de algoritmos para ajustar automaticamente elementos de imagem e áudio, reduzindo a necessidade de navegar constantemente pelos menus para escolher configurações diferentes conforme o conteúdo.
Micro RGB é uma das grandes apostas para melhorar cores e eficiência
Entre as tecnologias que mais chamam atenção na nova família está a Micro RGB.
O sistema utiliza fontes microscópicas independentes de luz vermelha, verde e azul. A tecnologia promete reproduzir 100% do espaço de cores BT.2020, referência utilizada em produções audiovisuais de alta qualidade.
Outro benefício anunciado está no consumo de energia. Segundo a Samsung, a tecnologia pode alcançar eficiência energética até 36% superior em comparação com outras soluções de alto brilho.
A fabricante também incorporou mecanismos voltados ao conforto visual. A televisão consegue controlar automaticamente parâmetros como brilho para tentar diminuir o cansaço dos olhos e tornar a visualização mais confortável em diferentes horários.
Isso se torna particularmente importante em aparelhos de grandes dimensões, que ocupam uma parcela significativa do campo de visão e frequentemente permanecem ligados durante várias horas.
Mas a Micro RGB não chega sozinha. A Samsung também está renovando suas famílias OLED e Neo QLED para atender públicos com prioridades bastante diferentes.
Os gamers ganham telas de até 165 Hz e tecnologias da NVIDIA e AMD
Para quem conecta um PC ou console à televisão, a nova OLED Série H traz algumas das especificações mais interessantes da geração.
Os modelos S95H e S90H oferecem frequência de atualização de até 165 Hz, permitindo reproduzir movimentos com elevada fluidez quando utilizados com equipamentos compatíveis.
Também há suporte ao NVIDIA G-SYNC e AMD FreeSync Premium Pro, tecnologias desenvolvidas para sincronizar a produção de quadros da fonte com a exibição da tela, reduzindo problemas visuais durante os jogos.
Outro recurso mantido é o Glare Free, desenvolvido para minimizar reflexos em ambientes iluminados sem comprometer excessivamente contraste e reprodução das cores.
Já a linha Neo QLED QN70H utiliza Quantum Mini LED e um sistema de controle localizado da iluminação para aprimorar contraste e diminuir vazamentos de luz.
Até as partidas de futebol ganham um modo específico com inteligência artificial
A Samsung também está direcionando parte da inteligência artificial para um conteúdo especialmente relevante no Brasil: o futebol.
A nova geração incorpora o AI Modo Futebol Pro, capaz de realizar ajustes em tempo real durante transmissões esportivas. A tecnologia modifica parâmetros de imagem e áudio para tentar tornar a experiência mais adequada à dinâmica das partidas.
O Motion Xcelerator, por sua vez, trabalha para aumentar a percepção de fluidez em movimentos rápidos, algo importante em esportes nos quais a câmera acompanha constantemente jogadores e bola.
O áudio também recebe tratamento específico.
A tecnologia Object Tracking Sound acompanha o deslocamento dos elementos exibidos na tela para criar uma sensação de som relacionada ao movimento das imagens. Já o Q-Symphony permite sincronizar os alto-falantes da televisão com soundbars compatíveis, utilizando os diferentes equipamentos simultaneamente.
A direção tecnológica é clara. A televisão está deixando de evoluir apenas por meio de mais pixels ou telas maiores. A disputa agora também acontece nos algoritmos capazes de interpretar aquilo que aparece no painel.
E, se essa estratégia funcionar, escolher uma TV nos próximos anos poderá depender cada vez menos apenas da qualidade da tela e muito mais da inteligência escondida por trás dela.
[Fonte: El destape]