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Ciência

Você sabe quais vacinas protegem seu filho contra a meningite?

Altamente letal e de evolução rápida, a meningite meningocócica preocupa pais e autoridades de saúde. Mesmo com avanços médicos, o risco ainda é real — especialmente entre bebês e crianças pequenas. Descubra como a vacinação se tornou a principal barreira contra essa doença e o que mudou recentemente no calendário vacinal.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A meningite meningocócica é uma das doenças infecciosas mais graves da infância. Apesar de pouco frequente, sua evolução veloz e potencial letal tornam a prevenção indispensável. Entre 2010 e 2025, o Brasil registrou quase 21 mil casos desse tipo específico de meningite bacteriana, com mais de 4.500 mortes. A boa notícia? A vacina é segura, eficaz e está disponível gratuitamente no SUS. Veja a seguir por que vacinar é um ato de amor e responsabilidade.

Meningite meningocócica: o que é e por que preocupa

A doença é causada pela bactéria Neisseria meningitidis, que inflama as meninges — membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal. Pode afetar qualquer idade, mas atinge principalmente crianças de até 5 anos. Os sintomas iniciais, como febre, irritação e vômitos, se confundem com gripes, dificultando o diagnóstico precoce. Por isso, o avanço pode ser rápido e levar a complicações graves, como convulsões, surdez, paralisias e até óbito.

Vacinação: a proteção mais eficaz

A vacina é a forma mais segura de evitar a meningite meningocócica. Por recomendação médica, pais como Joice Pontes já imunizaram seus filhos com os imunizantes ACWY e MenB, disponíveis na rede pública e particular. O Ministério da Saúde agora substituiu a dose de reforço da vacina C, dada aos 12 meses, pela vacina ACWY, que protege contra quatro sorogrupos da bactéria (A, C, W e Y).

Como funciona o calendário vacinal

Atualmente, o SUS oferece gratuitamente a vacina meningocócica C aos 3 e 5 meses, e a ACWY aos 12 meses e entre 11 e 14 anos. Já a rede privada inclui também a vacina contra o sorogrupo B, com doses aos 3, 5 e 12 meses, além de reforços na adolescência. As sociedades médicas recomendam esse esquema ampliado para garantir maior proteção.

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© Pavel Danilyuk – Pexels

Cuidados complementares à vacina

Além da vacinação, medidas simples de higiene ajudam a evitar o contágio: lavar as mãos com frequência, cobrir a boca ao tossir, não compartilhar objetos pessoais e manter ambientes ventilados. A transmissão ocorre por gotículas de saliva ou secreções da garganta, o que torna creches e escolas ambientes de risco elevado.

Uma meta global: derrotar a meningite até 2030

A Organização Mundial da Saúde lançou um plano global para eliminar a meningite até 2030. O Brasil é um dos países comprometidos com essa meta, que inclui ampliar o acesso à vacina, agilizar diagnósticos e melhorar o tratamento. Pais atentos e bem informados são parte essencial dessa missão. Vacinar é proteger — hoje e no futuro.

Fonte: Metrópoles

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