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Zelensky encontra Trump na Flórida e tenta destravar acordo de paz

A guerra na Ucrânia pode entrar em uma fase decisiva. Em meio a novos ataques russos e negociações intensas nos bastidores, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky chegou à Flórida para uma reunião direta com Donald Trump, marcada para este domingo (28). O objetivo é claro: tentar fechar um acordo de paz capaz de encerrar quase quatro anos de conflito após a invasão russa.

A conversa acontece em Palm Beach, no clube privado de Trump, Mar-a-Lago, e ocorre em um momento de extrema tensão no front. Na véspera do encontro, a Rússia intensificou ataques contra Kiev e outras regiões, com o lançamento de mísseis balísticos e drones, deixando ao menos um morto e dezenas de feridos. O recado de Moscou é direto — e aumenta a pressão sobre a diplomacia.

O que Zelensky e Trump vão discutir cara a cara

Zelensky encontra Trump na Flórida e tenta destravar acordo de paz
© https://x.com/ItsjustAwan/

Segundo o próprio Zelensky, a reunião deve ir muito além de uma foto protocolar. Estão na mesa acordos de segurança, compromissos econômicos e, principalmente, as chamadas “questões territoriais”. O ponto mais sensível envolve o futuro da região de Donbas, no leste da Ucrânia, parcialmente ocupada pelas forças russas desde o início da guerra.

Em mensagens recentes, Zelensky reforçou que a Ucrânia está disposta a fazer concessões para alcançar a paz, mas alertou que isso só será possível com uma posição firme nas negociações. Para ele, sem pressão internacional, Moscou não teria incentivos reais para recuar.

Ataques recentes aumentam urgência do acordo de paz

Os novos bombardeios russos não são apenas mais um capítulo do conflito: eles funcionam como uma demonstração de força às vésperas da reunião. Para Kiev, os ataques reforçam a necessidade de garantias concretas de segurança e de um acordo de paz que vá além de promessas vagas.

Zelensky tem repetido que a Ucrânia quer paz, enquanto a Rússia sinaliza continuidade da guerra. A estratégia ucraniana passa por convencer Estados Unidos e Europa de que apoiar Kiev agora pode evitar um conflito prolongado nos próximos anos.

Um plano de paz que já está “90% pronto”

Nos bastidores, as negociações avançaram mais do que parecia. Um rascunho de plano de paz com 20 pontos, discutido por representantes dos dois lados, estaria cerca de 90% concluído. Autoridades americanas confirmaram o otimismo após reuniões recentes em Berlim.

Um dos movimentos mais relevantes foi a sinalização de que os Estados Unidos poderiam oferecer garantias de segurança semelhantes às da Organização do Tratado do Atlântico Norte, mesmo sem a entrada formal da Ucrânia na aliança. Em troca, Zelensky admite abrir mão da adesão imediata, desde que o país não fique vulnerável a novos ataques.

Os principais impasses que ainda travam o acordo

Apesar do avanço, alguns pontos continuam sendo verdadeiros nós diplomáticos. Entre eles estão o destino de Donbas, a situação da usina nuclear de Zaporizhzhia, atualmente sob ocupação russa, e o formato das garantias de segurança oferecidas pelos EUA.

Também entram no pacote os aspectos econômicos, como investimentos para a reconstrução da Ucrânia no pós-guerra, e a pressão internacional sobre Moscou, seja via novas sanções, seja por incentivos que tornem o acordo mais palatável para o Kremlin.

Trump, por sua vez, deixou claro que pretende assumir um papel central como mediador. Ele afirmou que a reunião “vai correr bem” e indicou que nenhuma decisão final acontece sem sua aprovação. Antes do encontro, o presidente americano também conversou por telefone com Vladimir Putin, descrevendo o diálogo como “bom e muito produtivo”.

Por que este encontro pode mudar o rumo da guerra

O encontro entre Zelensky e Trump é visto como um dos momentos mais importantes da diplomacia internacional no fim de 2025. Se houver consenso sobre os pontos finais do plano de paz, um acordo histórico pode sair do papel ainda antes do Ano Novo.

Mas o caminho está longe de ser simples. Tudo depende da aceitação russa, especialmente em relação às disputas territoriais. Ainda assim, com negociações avançadas e pressão crescente, esta reunião pode marcar o início do fim da guerra — ou, no mínimo, de uma nova fase nas tentativas de acordo de paz.

[Fonte: G1 – Globo]

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