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Fifa faz mudança silenciosa que pode evitar um dos maiores pesadelos das seleções na Copa do Mundo

Uma alteração discreta nas regras da Copa do Mundo de 2026 promete influenciar decisões importantes dentro de campo e pode impedir que estrelas fiquem fora dos jogos decisivos.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A Copa do Mundo de 2026 ainda nem começou, mas uma decisão tomada nos bastidores já está chamando a atenção de técnicos, jogadores e torcedores. A Fifa anunciou uma mudança que pode alterar o destino de diversas seleções ao longo do torneio. A novidade envolve os cartões amarelos e surge justamente em uma edição histórica, que terá mais partidas e exigirá ainda mais dos atletas durante a competição.

Nova regra muda a gestão dos cartões durante o torneio

Fifa faz mudança silenciosa que pode evitar um dos maiores pesadelos das seleções na Copa do Mundo
© pexels

A Fifa confirmou uma alteração importante no regulamento disciplinar da Copa do Mundo de 2026. A partir desta edição, os cartões amarelos serão zerados em dois momentos específicos da competição, reduzindo o risco de suspensões em partidas decisivas.

Pela nova regra, todos os cartões acumulados pelos jogadores serão apagados após o encerramento da fase de grupos. O mesmo acontecerá novamente depois das quartas de final, permitindo que atletas cheguem às semifinais e à final sem o peso de advertências acumuladas em fases anteriores.

A medida foi adotada em resposta ao novo formato do Mundial. Com a expansão da competição e o aumento no número de partidas, as seleções argumentaram que os jogadores ficariam excessivamente expostos ao risco de suspensão por acúmulo de cartões.

A avaliação da entidade foi de que seria necessário adaptar o regulamento para evitar que confrontos decisivos fossem marcados pela ausência de atletas importantes por motivos disciplinares acumulados ao longo de uma campanha mais extensa.

Suspensões continuam fazendo parte da competição

Apesar da flexibilização, a Fifa manteve um dos critérios mais rigorosos do futebol internacional. O jogador que receber dois cartões amarelos continuará sendo suspenso automaticamente da partida seguinte.

A regra diferencia a Copa do Mundo de muitos torneios de clubes ao redor do planeta. Em diversas competições nacionais e continentais, a suspensão costuma ocorrer apenas após o terceiro cartão amarelo acumulado.

No Mundial, porém, a entidade optou por preservar o sistema mais rígido, entendendo que a curta duração do torneio exige um controle disciplinar mais severo para evitar excesso de faltas e comportamento antidesportivo.

Na prática, a mudança não elimina o risco de suspensão, mas reduz significativamente a possibilidade de que advertências recebidas em fases muito anteriores acabem influenciando partidas decisivas.

O Brasil conhece bem o impacto dessa regra

A Seleção Brasileira possui lembranças amargas relacionadas ao acúmulo de cartões amarelos em Copas do Mundo.

Em 2014, quando o torneio foi disputado em casa, o zagueiro Thiago Silva recebeu seu segundo cartão amarelo nas quartas de final e ficou fora da semifinal contra a Alemanha. A ausência do capitão foi considerada um dos fatores que enfraqueceram o time naquela partida histórica.

Quatro anos depois, na Copa do Mundo da Rússia, o volante Casemiro também acabou suspenso por acúmulo de cartões. Ele não pôde atuar nas quartas de final diante da Bélgica, confronto que terminou com a eliminação brasileira.

Casos como esses ajudaram a alimentar o debate sobre a necessidade de ajustes no regulamento. Com a nova regra, situações semelhantes tendem a ser menos frequentes, especialmente nas fases finais da competição.

Ainda assim, jogadores e comissões técnicas continuarão precisando administrar cuidadosamente o risco disciplinar. Em uma Copa do Mundo, um único cartão pode mudar completamente os planos de uma seleção e, em alguns casos, até influenciar o destino de toda uma campanha rumo ao título.

[Fonte: metropoles]

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