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A rebelião que quase destruiu a Casa Targaryen: quem foram os Blackfyre e por que ameaçaram o Trono de Ferro por 60 anos

Antes de Robert Baratheon derrubar o rei louco, outra crise já havia abalado profundamente a dinastia Targaryen. As Rebeliões Blackfyre dividiram Westeros por décadas, criaram pretendentes ao trono e deixaram cicatrizes políticas que ecoariam até os eventos de Game of Thrones.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O universo criado por George R. R. Martin é marcado por guerras dinásticas, traições e disputas sucessórias. Em A Knight of the Seven Kingdoms, a narrativa revisita um dos conflitos mais importantes — e menos conhecidos do grande público — da história de Westeros: a Rebelião Blackfyre.

Embora não tenha sido tão devastadora quanto a Dança dos Dragões ou tão definitiva quanto a Rebelião de Robert, essa guerra quase fragmentou permanentemente a Casa Targaryen.

A origem do conflito: Aegon IV, o Indigno

Tudo começa com Aegon IV Targaryen, conhecido como “Aegon, o Indigno”. Seu reinado foi marcado por corrupção, favoritismo e escândalos.

Entre seus muitos filhos ilegítimos estava Daemon Waters, fruto de sua relação com a princesa Daena Targaryen. Ainda jovem, Daemon recebeu do pai a lendária espada Blackfyre — arma de Aegon I Targaryen, o Conquistador. O gesto foi simbólico e politicamente explosivo.

No leito de morte, Aegon IV tomou a decisão que mergulharia Westeros no caos: legitimou todos os seus filhos bastardos.

Embora seu herdeiro legítimo tenha assumido o trono como Daeron II Targaryen, a sucessão passou a ser questionada.

O nascimento da Casa Blackfyre

Seven Kingdoms 1
© Steffan Hill/HBO

Após receber a espada ancestral, Daemon adotou o nome Blackfyre. Sua popularidade cresceu, especialmente entre senhores insatisfeitos com as políticas conciliatórias de Daeron II — principalmente a integração pacífica de Dorne ao reino e os laços com a Casa Martell.

Muitos viam Daemon como um guerreiro mais “tradicional”, enquanto Daeron era percebido como diplomático demais.

Em 196 d.C. (Depois da Conquista), Daemon Blackfyre se declarou rei e iniciou a Primeira Rebelião Blackfyre.

A Batalha do Campo da Grama Vermelha

O confronto decisivo ocorreu na Batalha do Campo da Grama Vermelha. Inicialmente, Daemon parecia próximo da vitória. Suas forças romperam as linhas inimigas e o próprio Daemon duelou com membros da Guarda Real.

Mas o jogo virou quando Brynden Rivers — conhecido como Corvo de Sangue — posicionou arqueiros em uma colina estratégica. A chuva de flechas matou Daemon e dois de seus filhos.

Com reforços liderados pelos príncipes Baelor e Maekar, as forças leais esmagaram os rebeldes. Mais de 10 mil homens morreram no conflito.

A rebelião terminou — mas a ameaça não.

Pretendentes no exílio

Aegor Rivers, chamado Bittersteel, fugiu com membros sobreviventes da família Blackfyre para Tyrosh, mantendo viva a reivindicação ao trono.

Nos 60 anos seguintes, ocorreram mais quatro tentativas de rebelião:

  • Segunda Rebelião (212 d.C.) — frustrada antes de ganhar força.

  • Terceira Rebelião — resultou na morte de Haegon Blackfyre.

  • Quarta Rebelião (236 d.C.) — Daemon III Blackfyre foi morto por Duncan the Tall.

  • Guerra dos Nove Moedeiros — conflito final, onde Maelys, o Monstruoso, último herdeiro masculino da linhagem, foi derrotado por Barristan Selmy.

Com isso, a linhagem Blackfyre foi oficialmente extinta.

O legado das rebeliões

Embora derrotados, os Blackfyre enfraqueceram politicamente a Casa Targaryen. As guerras sucessivas drenaram recursos, dividiram casas nobres e aprofundaram rivalidades regionais.

Mesmo após sobreviver à ameaça Blackfyre, a dinastia jamais recuperou totalmente sua estabilidade. Décadas depois, a fragilidade acumulada ajudaria a abrir caminho para a queda final da casa durante a Rebelião liderada por Robert Baratheon.

Por que isso importa para a série

Em A Knight of the Seven Kingdoms, ambientada entre essas rebeliões, o impacto do conflito ainda ecoa. Personagens como Duncan, o Alto, e Brynden Rivers são diretamente moldados por esse período turbulento.

As Rebeliões Blackfyre mostram que o maior inimigo dos Targaryen muitas vezes não vinha de fora — mas do próprio sangue.

E, em Westeros, disputas familiares costumam ser as mais devastadoras.

 

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