Pular para o conteúdo
Mundo

Adeus, EUA? As novas potências econômicas que vão mandar no mundo até 2075

Um relatório global aponta uma revolução silenciosa no poder econômico mundial. Países antes vistos como periféricos podem liderar a economia global nas próximas décadas — e os gigantes atuais podem perder espaço.
Por

Tempo de leitura: 2 minutos

Durante décadas, Estados Unidos, Europa e Japão ocuparam o topo da hierarquia econômica global. Mas segundo um estudo da Goldman Sachs, o cenário de 2075 pode ser completamente diferente. Com base em dados populacionais, crescimento do PIB e avanços tecnológicos, o banco traçou um mapa do futuro onde os líderes mundiais talvez não sejam os que você imagina.

Uma nova ordem mundial está sendo construída

Segundo o relatório, China e Índia devem liderar o ranking global com PIBs de US$ 57 e 52,5 trilhões, respectivamente. Os EUA caem para o terceiro lugar, com projeção de US$ 51,5 trilhões. A surpresa vem com o avanço de países como Indonésia (4º) e Nigéria (5º), apontando para um deslocamento do eixo econômico do Ocidente para o Sul Global.

A ascensão dessas nações está ligada ao crescimento populacional e ao investimento em tecnologia, além de uma força de trabalho jovem e em expansão.

Emergentes no topo: Brasil também entra no jogo

Outros países em ascensão são Paquistão (6º), Egito (7º) e o Brasil (8º), que aparece como o único país da América Latina no top 10. Alemanha (9º) e Reino Unido (10º) fecham a lista das dez maiores economias previstas — ainda presentes, mas em posições mais modestas do que no século 20.

O relatório reforça que, se a União Europeia atuasse como um bloco econômico coeso, poderia competir com os grandes líderes, mas o cenário atual de fragmentação limita seu alcance.

Novas Potências Econômicas (2)
© Pexels – Pixabay

População jovem será o novo ouro

O principal fator de crescimento das economias emergentes será a demografia. Países como Nigéria e Paquistão terão populações jovens, que, aliadas a investimentos em capital humano e inovação, poderão gerar ciclos de prosperidade. O Brasil, se mantiver políticas consistentes de investimento e inclusão, também poderá colher frutos desse cenário.

Já países como Japão e França aparecem fora do top 10, perdendo espaço por conta do envelhecimento populacional e estagnação econômica.

Previsão ou alerta?

Embora as projeções sejam ambiciosas, os autores do relatório lembram que tudo pode mudar. Conflitos, mudanças climáticas ou pandemias podem alterar completamente o curso da história. Ainda assim, os dados oferecem uma bússola para entender para onde o mundo pode estar caminhando.

O mundo de 2075, ao que tudo indica, será liderado por novas vozes — e quem quiser se manter relevante, precisa começar a se preparar agora.

Partilhe este artigo

Artigos relacionados