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Bandeiras estrangeiras e discursos seletivos: o detalhe que marcou novo ato em apoio a Bolsonaro

Com críticas ao STF, pedidos de anistia e homenagens a líderes internacionais, o novo protesto na Paulista reuniu apoiadores do ex-presidente em mais uma tentativa de demonstrar força política. A participação de governadores diminuiu, mas símbolos e palavras de ordem chamaram a atenção pela ousadia e o tom do recado.
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Neste domingo, a Avenida Paulista voltou a ser palco de uma manifestação liderada por apoiadores de Jair Bolsonaro. Convocado com o slogan “Justiça Já”, o ato ocorre em meio ao julgamento do ex-presidente no STF e ganha contornos simbólicos com a presença de bandeiras estrangeiras e mensagens direcionadas a Donald Trump. A adesão política ao evento também mostrou sinais de enfraquecimento em comparação com edições anteriores.

Ato reúne militantes com símbolos internacionais e críticas ao STF

Desde o início da manhã, grupos bolsonaristas começaram a ocupar a Avenida Paulista, no centro de São Paulo, com bandeiras do Brasil, de Israel e dos Estados Unidos. Cartazes em inglês agradeceram Donald Trump e manifestaram apoio a Eduardo Bolsonaro, enquanto faixas pediam anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

O evento foi convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como resposta ao avanço do julgamento no STF sobre a suposta tentativa de golpe. Essa foi a sexta manifestação pública organizada por ele desde o fim de seu mandato. A concentração oficial foi marcada para as 14h, mas a movimentação começou bem antes, com presença constante de apoiadores e discursos inflamados.

Apoio político encolhe e revela clima mais contido

A nova edição do protesto mostrou um encolhimento no apoio formal de governadores. Na manifestação anterior, realizada em abril, sete líderes estaduais participaram. Desta vez, apenas quatro confirmaram presença: Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Jorginho Mello (SC) e Cláudio Castro (RJ). Tarcísio foi o único com discurso confirmado no palanque montado para Bolsonaro.

O encontro no Palácio dos Bandeirantes que antecedeu o ato de abril havia reunido nomes de partidos como União Brasil, Novo, PSD e Republicanos. Agora, a adesão é mais discreta e marcada por incertezas. Segundo o organizador do evento, pastor Silas Malafaia, Romeu Zema só discursará “se quiser”, jogando sobre o governador mineiro a responsabilidade de demonstrar sua lealdade ao ex-presidente.

Enquanto o julgamento no STF segue em curso, Bolsonaro aposta em sua base fiel nas ruas como forma de pressão pública. Mas os sinais da manifestação deste domingo revelam que o clima de apoio político já não é tão sólido quanto antes.

[Fonte: Metrópoles]

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