A Black Friday 2025 será em 28 de novembro, mas as promoções já começaram a pipocar nas redes e sites. O problema é que, junto com as ofertas, surgem também golpes cada vez mais convincentes, agora impulsionados pela inteligência artificial. Se antes era preciso desconfiar de links suspeitos, agora os criminosos podem até usar deepfakes — vídeos falsos com rostos e vozes de celebridades — para enganar os consumidores.

Golpes com IA estão mais realistas
De acordo com o Reclame Aqui, 63% dos brasileiros não conseguem identificar golpes feitos com IA. Isso significa que boa parte das pessoas pode cair em anúncios falsos com “influenciadores” ou “artistas” oferecendo promoções inexistentes.
Os especialistas alertam: nunca clique em links recebidos por redes sociais ou aplicativos de mensagens. Sempre digite o endereço da loja diretamente no navegador e confira se o site é oficial. Caso encontre uma oferta suspeita, tire prints e denuncie ao Procon.
“Consumidores confiam em outros consumidores”, explica o relatório do Reclame Aqui. E é justamente essa confiança que os golpistas tentam explorar com vídeos e depoimentos falsos.
Comece a comparar preços agora
O Procon-SP recomenda que os consumidores comecem a pesquisar preços semanas antes da Black Friday. Assim, é possível saber quanto o produto realmente custa — e evitar a velha armadilha da “metade do dobro”, quando lojas aumentam os valores antes de aplicar o suposto desconto.
Para monitorar os preços, dá para usar buscadores e comparadores como:
- Buscapé
- Zoom
- BondFaro
- JáCotei
- Google Shopping
Essas ferramentas mostram a evolução do preço ao longo do tempo, ajudando a entender se a promoção é real ou só uma maquiagem.
Planeje-se e evite compras por impulso
Mesmo quando o desconto parece tentador, é importante respirar antes de finalizar a compra. Analise as condições de pagamento, verifique juros, prazos e política de devolução.
Dê preferência a lojas com CNPJ, endereço físico e canais de atendimento. Desconfie de perfis novos ou com poucas avaliações. E lembre-se: produto barato demais pode sair caro — especialmente se for falso, defeituoso ou nunca chegar.
Planejar o orçamento também é essencial. Faça uma lista do que realmente precisa comprar e evite agir por impulso. A ideia da Black Friday é economizar, não se endividar.
Black Friday 2025 promete — mas exige atenção
Com a popularização das IAs generativas e dos deepfakes, as fraudes se tornaram mais difíceis de detectar. Por isso, a melhor defesa é a informação. Quanto mais cedo você começar a acompanhar os preços e verificar as lojas, menores as chances de cair em ciladas digitais.
A Black Friday pode, sim, render boas oportunidades — mas apenas para quem pesquisa, compara e compra com consciência.
[Fonte: G1 – Globo]