O Brasil pode se tornar um novo protagonista na indústria aeroespacial latino-americana. Em declaração recente, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, classificou o país como uma potência no setor de aeronaves e manifestou o desejo de contar com o Brasil como parceiro estratégico. O cenário se desenha ainda mais favorável com a entrada da Embraer em uma importante federação mexicana.
Sheinbaum quer Brasil como aliado estratégico

Durante a coletiva “Mañanera del Pueblo”, a presidente Claudia Sheinbaum reforçou a intenção de fortalecer a cooperação regional no setor aeroespacial. Ela lembrou que, no passado, o México já havia firmado acordos com outros países latino-americanos para criar uma agência regional, mas que o Brasil, na época, não participou.
Agora, Sheinbaum expressa o desejo de contar com o Brasil nesse projeto. “Queremos convidar o Brasil para fazer parte da nossa indústria aeroespacial, porque é uma potência no setor de aeronaves”, afirmou. O reconhecimento vem em um momento estratégico para a ampliação da influência brasileira no mercado aeroespacial internacional.
Embraer oficializa entrada na federação aeroespacial do México
O movimento de aproximação ganhou ainda mais força com o anúncio oficial da adesão da Embraer à Federação da Indústria Aeroespacial do México (Femia) durante a feira Famex 2025. A Embraer, uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo, já atua há mais de 40 anos no México e conta com uma frota de mais de 100 aviões em operação no país.
Segundo Luis Lizcano, presidente da Femia, a entrada da Embraer representa “importantes oportunidades de colaboração no desenvolvimento do setor no México”, indicando que a parceria pode gerar avanços tanto tecnológicos quanto industriais para os dois países.
Perspectivas para a cooperação Brasil-México
A filiação da Embraer à Femia simboliza não apenas o fortalecimento da presença brasileira no México, mas também a possibilidade de projetos conjuntos que ampliem a atuação latino-americana no mercado global de aviação.
Com essa aproximação, o Brasil poderá não apenas expandir sua influência, mas também estabelecer uma plataforma sólida para desenvolver novas tecnologias em conjunto, impulsionando a competitividade regional frente aos grandes players globais do setor aeroespacial.
[Fonte: Infomoney]