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Tecnologia

Bumi, o robô humanoide da Noetix Robotics que custa o mesmo que um iPhone e quer democratizar a robótica

Com preço acessível e recursos avançados, o robô Bumi promete levar a robótica humanoide a escolas, laboratórios e pequenos negócios. Ele anda, dança, fala e pode ser programado por comandos visuais simples.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A startup Noetix Robotics acaba de apresentar o Bumi, um robô humanoide que custa apenas 1.206 euros — aproximadamente o preço de um iPhone 16 Pro. O modelo marca um salto importante na chamada robótica educativa, ao oferecer um dispositivo completo, funcional e programável, pensado para estudantes, entusiastas e pequenas empresas que, até agora, estavam longe de poder investir em robôs desse tipo.

Um humanoide compacto e interativo

O Bumi pesa 12 quilos, mede 94 centímetros de altura e é capaz de andar, manter o equilíbrio, dançar e responder a comandos de voz. Seu sistema de programação é visual e intuitivo, baseado no método de arrastar e soltar blocos, ideal para quem está aprendendo os fundamentos da robótica ou da lógica computacional.

A bateria de 48 volts oferece cerca de duas horas de autonomia, suficiente para atividades escolares e experimentos laboratoriais. Segundo o portal Interesting Engineering, a Noetix planeja abrir o período de pré-venda até o fim do ano, com foco em instituições de ensino e desenvolvedores independentes.

Diferente de robôs industriais como o Tesla Optimus ou o Boston Dynamics Atlas, cujos preços ultrapassam os 30 mil dólares, o Bumi foi projetado para ser acessível e educacional — uma ferramenta de aprendizagem e inovação mais do que um produto de alto desempenho técnico.

Uma ferramenta para aprender e criar

Graças à sua estrutura modular e ao software simplificado, o Bumi pode ser usado para ensinar programação, testar algoritmos de movimento e até simular interações humanas básicas.
Para escolas técnicas e universidades, o robô oferece uma forma prática de mostrar como sensores, motores e sistemas de controle trabalham juntos em um corpo robótico.

A Noetix já havia testado suas tecnologias em um protótipo que completou meia maratona humanoide na China, um feito que exigiu desenvolvimento avançado de sistemas de equilíbrio e controle de movimento. Esse histórico reforça a credibilidade da empresa e a robustez técnica do novo modelo.

Democratizando a robótica

O grande diferencial do Bumi é reduzir drasticamente a barreira de entrada para quem deseja explorar a robótica humanoide.
Com o preço de um único smartphone premium, escolas podem adquirir diversas unidades do robô para montar laboratórios colaborativos, onde os alunos possam experimentar, programar e aprender com máquinas reais.

A proposta, segundo a empresa, é popularizar o acesso à robótica, um campo historicamente restrito a universidades e grandes corporações. “Queremos que qualquer pessoa possa aprender a construir e entender robôs, não apenas observá-los em vídeos de demonstração”, afirmou um porta-voz da Noetix.

Concorrência e tendências no setor

Outras empresas também vêm explorando versões mais acessíveis de robôs interativos. A chinesa AiMOGA, da OMODA & JAECOO, já desenvolveu modelos capazes de abrir portas e executar tarefas em concessionárias, enquanto a Meta trabalha em robôs que aprendem a manipular objetos por meio de simulações de IA.
Mesmo assim, nenhuma dessas opções chega ao patamar de custo-benefício do Bumi, que oferece funcionalidade real por um preço comparável ao de um gadget doméstico.

Com o avanço de sistemas de IA e sensores mais baratos, especialistas acreditam que o Bumi pode representar o início de uma nova geração de robôs educativos, usados tanto em escolas quanto em startups e espaços de inovação.

O futuro acessível dos humanoides

Se cumprir o que promete, o Bumi poderá democratizar o aprendizado da robótica e inspirar uma nova geração de programadores e engenheiros.
A Noetix acredita que a combinação de preço acessível, software amigável e funcionalidades reais pode transformar o robô em um marco de popularização tecnológica — assim como o Arduino e as impressoras 3D fizeram em seu tempo.

 

[ Fonte: Infobae ]

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