Um encontro que virou história
Tudo começou em 1941, no ginásio da Universidade Clark Atlanta, na Geórgia. Lyle era jogador de basquete; Eleanor, apenas uma torcedora na arquibancada. Um olhar bastou. Um ano depois, eles decidiram se casar — mesmo sabendo que Lyle seria convocado para lutar na Segunda Guerra Mundial.
A cerimônia aconteceu em 4 de junho de 1942, durante uma licença de apenas três dias do Exército. Logo depois, Lyle partiu para a Itália, onde serviu na 92ª Divisão de Infantaria. Grávida do primeiro filho, Eleanor se mudou para Nova York, conheceu a família do marido e começou a trabalhar em uma empresa de peças de aeronaves.
O casal manteve contato por cartas de amor censuradas pelos correios militares, em que palavras inteiras eram apagadas antes de chegar ao destino.
Amor em tempos de guerra e de paz
Quando a guerra terminou, Lyle e Eleanor finalmente puderam viver juntos. Estabeleceram-se em Nova York, criaram três filhos — Lyle Rogers, Angela e Ignae — e trabalharam em cargos públicos, após passarem em concurso.
Eleanor nunca parou de estudar: aos 69 anos, conquistou um doutorado em Educação Urbana pela Universidade Fordham. Já aposentados, o casal continuou ativo na comunidade universitária e, depois dos 100 anos, se mudou para Miami para ficar mais perto da filha Angela.
O segredo do casamento mais longo do mundo
O pesquisador Ben Meyers, da organização LongeviQuest, perguntou qual era o segredo para um relacionamento tão duradouro. Eleanor respondeu sem hesitar: “Nós nos amamos”. E Lyle completou: “Eu amo minha esposa”.
Depois de mais de oito décadas juntos, eles se descrevem como “duas metades de uma mesma vida”.
Antes dos Gittens, o recorde pertencia ao casal brasileiro Manoel Angelim Dino e Maria de Sousa Dino, até o falecimento de Manoel, em outubro deste ano.
O amor (literalmente) mais duradouro do mundo
Lyle e Eleanor viveram guerra, mudanças sociais, revoluções tecnológicas e ainda seguem lado a lado — uma prova viva de que o amor pode resistir a qualquer era. E se existe uma definição de “para sempre”, talvez ela esteja escrita na história dos Gittens.
[Fonte: Correio Braziliense]