Quando o frio aperta, escolher a coberta ideal pode transformar sua noite de sono. Entre cobertores, edredons e até híbridos, muitas dúvidas surgem sobre qual opção esquenta mais. Especialistas explicam o que realmente importa na hora de se aquecer: tipo de material, peso do tecido e até a ordem correta de arrumar a cama. Confira abaixo como dormir quentinho mesmo nas noites mais geladas.
O que aquece mais: cobertor ou edredom?
A resposta varia, mas em geral o edredom leva vantagem no isolamento térmico, segundo o engenheiro têxtil Brenno Henrique, da UFSC. Isso porque ele funciona como um “sanduíche”: duas camadas de tecido com um recheio de TNT (tecido não tecido), que ajuda a manter o calor.
Esse material é feito de fibras prensadas de forma aleatória, o que favorece a retenção do calor interno. Já o cobertor tradicional tem apenas uma camada de tecido — o que pode torná-lo menos eficaz contra o frio.
No entanto, nem todo edredom é igual. O fator determinante é a gramatura, ou seja, o peso do tecido por metro quadrado. Quanto maior a gramatura, maior o aquecimento.
Quando o cobertor pode vencer
Apesar da estrutura vantajosa do edredom, um cobertor bem felpudo e com a fibra certa pode aquecer mais, especialmente se for feito de acrílico puro, material bastante eficiente para reter calor.
A professora Francisca Dantas, da USP, destaca ainda o conforto dos cobertores com pelos: “Eles não só aquecem, como proporcionam uma sensação mais aconchegante ao toque”.
Coberdrom: o melhor dos dois mundos

Há também uma opção intermediária, conhecida como coberdrom — uma combinação de cobertor com edredom. Segundo Brenno Henrique, ele tem uma camada interna de pelos (como os cobertores), um núcleo de TNT (como o edredom) e uma camada externa de tecido.
O nome, porém, não é padronizado e pode variar nas lojas, o que torna sua busca um pouco mais difícil. Alguns vendedores o classificam como “edredom com pelos”, por exemplo.
Como escolher a melhor coberta
Para escolher a coberta ideal, dois pontos são essenciais: o tipo de fibra e a densidade.
Tipos de fibra mais quentes:
- Acrílico: retém muito calor, mas é mais raro.
- Lã: tradicional e excelente para frio intenso.
- Poliéster: o mais comum, com bom desempenho e custo-benefício.
- Algodão: mais leve, ideal para temperaturas amenas.
A maior parte dos produtos encontrados nas lojas é feita de poliéster, por ser acessível e eficiente.
Peso e densidade:
No caso dos edredons, quanto mais pesado, mais quente. Já para os cobertores, observe se os pelos (ou felpas) são densos e juntinhos, o que indica maior capacidade de aquecimento.
Como arrumar a cama para manter o calor
Além do tipo de coberta, a forma como você arruma a cama pode influenciar bastante no conforto térmico. A professora Francisca Dantas ensina um truque simples e eficaz:
- Coloque o cobertor diretamente sobre o colchão.
- Em seguida, adicione o lençol com elástico.
- Depois, coloque o lençol de cima.
- Por fim, finalize com outro cobertor ou um edredom.
Essa camada extra sob o lençol ajuda a isolar o frio do colchão e cria uma base mais aquecida para o corpo.
Roupas para dormir: elas também contam
Para completar, vale investir em pijamas de flanela ou microfibra com acrílico. E, se você tem os pés frios, meias de acrílico podem fazer toda a diferença.
Na hora de enfrentar o frio, entender os materiais e as técnicas de arrumação da cama pode fazer toda a diferença. Edredons mais pesados e cobertores felpudos são grandes aliados — mas o verdadeiro segredo está na combinação certa entre coberta, tecido e organização. Com essas dicas, suas noites de inverno serão muito mais quentinhas e confortáveis.
[ Fonte: G1.Globo ]