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Com assinaturas em mãos, a oposição pede o impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes

Um grupo de parlamentares articulou um pedido que promete agitar o cenário político. O que está em jogo vai além de disputas ideológicas.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Após dias de mobilização intensa nos corredores do Congresso, a oposição deu um passo estratégico ao reunir o número necessário de assinaturas para protocolar um pedido de impeachment contra um dos ministros mais influentes do STF. A movimentação, motivada por uma decisão polêmica envolvendo o ex-presidente Bolsonaro, marca uma nova fase na disputa entre os Poderes.

A ofensiva política ganha novo fôlego

Com assinaturas em mãos, a oposição pede o impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes
© https://x.com/lazarorosa25/

A oposição protocolou no Senado um pedido formal de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O estopim foi a recente determinação de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com 41 assinaturas confirmadas — número mínimo exigido para dar andamento ao pedido — os oposicionistas agora redirecionam seus esforços.

O último apoio veio do senador Laércio Oliveira (PP-SE), cuja assinatura viabilizou o protocolo do pedido. A partir disso, líderes do bloco opositor anunciaram o fim da obstrução aos trabalhos legislativos, assim como da ocupação da Mesa Diretora, iniciando uma nova etapa: pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a dar prosseguimento ao processo.

Segundo o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, o grupo voltará a participar dos debates das pautas em plenário, buscando pautas que extrapolem o embate ideológico. No entanto, o foco imediato recai sobre Alcolumbre, já que cabe exclusivamente a ele decidir se o processo será iniciado.

Discurso inflamado e pressão por anistia

Durante coletiva de imprensa, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou o momento como “histórico” e declarou que o ministro Alexandre de Moraes precisa “voltar a ter limites”. Ele também fez referência direta ao pai, exaltando a postura do ex-presidente e afirmando que ele permanece firme diante do que considera uma injustiça.

Flávio ainda mencionou um possível acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para avançar com a pauta da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A proposta é vista como prioritária por aliados do ex-presidente, que desejam reverter condenações ligadas aos episódios antidemocráticos ocorridos na sede dos Três Poderes.

O que pode acontecer agora

Mesmo com o pedido protocolado, o processo de impeachment de um ministro do STF exige muito mais que assinaturas. Caso Alcolumbre aceite o andamento do pedido — o que ainda é incerto — será necessário o apoio de ao menos 54 senadores, o equivalente a dois terços da Casa, para que o impedimento se concretize.

Por ora, a oposição aposta na pressão política e no desgaste institucional como formas de manter o assunto em evidência. Resta saber se essa movimentação ganhará tração entre os demais parlamentares ou se será mais um episódio a se perder nas disputas entre os Poderes.

[Fonte: Metrópoles]

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