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Ciência

Como saber se você tem gordura no fígado? Entenda os sinais e os cuidados necessários

Veja como identificar a condição que afeta milhões de pessoas no mundo e o que fazer antes que ela evolua para algo mais grave
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Tempo de leitura: 3 minutos

A gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, é uma condição silenciosa — e está se tornando cada vez mais comum. Segundo a Associação Americana para o Estudo de Doenças Hepáticas, cerca de 30% da população mundial já apresenta algum grau do problema, número que vem crescendo rapidamente, especialmente na América do Sul.

O fígado é um dos órgãos mais importantes do corpo humano: ele desintoxica o organismo e produz a bile, essencial para a digestão. Quando começa a acumular gordura, perde parte dessa eficiência e pode evoluir para doenças graves, como cirrose ou hepatite gordurosa não alcoólica.

Um inimigo silencioso: por que o fígado não dá sinais

Segundo o hepatologista Rodrigo Rêgo Barros, o maior perigo da gordura no fígado é justamente o fato de ela não causar sintomas claros.

“O fígado é um órgão muito silencioso e raramente dói”, explica o médico.

Muitos pacientes confundem sintomas como má digestão ou diarreia com problemas hepáticos, mas, na maioria das vezes, eles têm outras causas. Por isso, quem quer saber se tem gordura no fígado precisa procurar um diagnóstico médico — não dá para descobrir apenas “pelo feeling”.

Quem deve ficar em alerta

Alguns grupos estão mais propensos a desenvolver esteatose hepática e devem ficar de olho nos exames:

  • Pessoas com sobrepeso ou obesidade;
  • Diabéticos ou quem tem resistência à insulina;
  • Hipertensos;
  • Quem apresenta níveis altos de triglicerídeos e colesterol HDL baixo (o “colesterol bom”);
  • Pessoas que consomem álcool em excesso;
  • Quem tem alterações nos exames hepáticos, como TGO, TGP e GGT.

Esses fatores estão ligados à síndrome metabólica, um conjunto de condições que afetam o metabolismo e aumentam o risco de problemas no fígado e no coração.

Como confirmar o diagnóstico

Para ter certeza, o primeiro passo é consultar um hepatologista. O especialista pedirá exames de sangue e de imagem, como ultrassonografia, que ajudam a medir o nível de gordura no fígado e descartar outras doenças.

“O médico avalia também o risco de evolução para cirrose e orienta o tratamento mais adequado”, afirma Rodrigo.

Em alguns casos, pode ser necessário investigar causas menos comuns, como distúrbios genéticos ou o uso prolongado de certos medicamentos.

O que fazer se você tiver gordura no fígado

A boa notícia é que a esteatose hepática pode ser revertida — mas exige mudanças reais de hábito. Segundo o médico, controle de peso, redução do consumo de álcool e tratamento de comorbidades (como diabetes e hipertensão) já fazem uma enorme diferença.

Adotar uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e gorduras boas (como azeite e peixes), e praticar exercícios regularmente são medidas que ajudam o fígado a se regenerar e a funcionar melhor.

A gordura no fígado é uma condição cada vez mais comum, mas ainda subestimada. Como não dá sinais, muita gente só descobre o problema por acaso, em exames de rotina. Ficar atento aos fatores de risco, fazer check-ups e buscar orientação médica são os melhores caminhos para prevenir complicações e manter o fígado saudável por muito tempo.

[Fonte: Metrópoles]

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