A ideia de que estações de metrô são sempre escuras, abafadas e desconfortáveis está ficando para trás. Em Paris, uma nova obra acaba de redefinir esse conceito. Com um projeto ousado, moderno e surpreendente, a estação Villejuif-Gustave Roussy é considerada por muitos a mais bela do mundo.
Um novo conceito de metrô

Desde sua inauguração, a estação Villejuif-Gustave Roussy, assinada pelo renomado arquiteto Dominique Perrault, tem chamado atenção pelo formato inusitado. Seu corpo principal é um cilindro aberto com 70 metros de diâmetro — uma estrutura que o próprio arquiteto descreve como um “arranha-céu invertido”. A proposta? Levar luz natural até as profundezas da estação, transformando completamente a atmosfera do ambiente subterrâneo.
Do topo do cilindro, a luz atravessa os níveis da estação até alcançar as plataformas, permitindo que os passageiros vejam o céu mesmo quando estão nos trilhos. O uso criativo da arquitetura trouxe não apenas beleza, mas também uma conexão simbólica entre o espaço urbano e o subsolo.
Beleza, funcionalidade e eficiência energética

Os materiais escolhidos — concreto, vidro e aço inox — são aplicados em diferentes texturas e combinações, criando ambientes distintos ao longo da estação e aproveitando ao máximo a iluminação natural. Além do impacto visual, a estação também aposta na sustentabilidade.
Recursos geotérmicos regulam naturalmente a temperatura interna do ambiente, o que reduz a necessidade de sistemas artificiais de climatização. O resultado é um espaço mais eficiente energeticamente, confortável e alinhado com as exigências contemporâneas de sustentabilidade.
Ao romper com a ideia de um subsolo frio e sem vida, a estação Villejuif-Gustave Roussy oferece muito mais do que transporte: ela é uma experiência estética e sensorial que redefine o que pode ser um espaço público urbano.
[Fonte: Época Negócios]