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Tecnologia

Da IA agêntica ao salto quântico: as cinco tendências tecnológicas que devem redefinir empresas e mercados em 2026

Um novo relatório da IBM aponta que, em 2026, decisões estratégicas cada vez mais críticas serão tomadas com apoio direto — ou de forma autônoma — por sistemas de inteligência artificial. IA agêntica, soberania de dados e computação quântica estão no centro dessa virada.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A aceleração tecnológica deixou de ser pano de fundo para se tornar o eixo da estratégia empresarial. Em um cenário de incerteza econômica e disputas geopolíticas, empresas buscam ferramentas capazes de responder rápido, com precisão e escala. É nesse contexto que um estudo do IBM Institute for Business Value mapeia as cinco tendências que devem moldar decisões corporativas e mercados globais a partir de 2026.

 

1. Incerteza como vantagem competitiva

Inteligência Artificial Responsável
© FreePik

Para a maioria das empresas, volatilidade é sinônimo de risco. Mas o relatório indica uma mudança de leitura: 74% dos executivos acreditam que a instabilidade global pode gerar novas oportunidades de negócio em 2026. O diferencial está na capacidade de reagir com velocidade — e aí entra a IA agêntica.

Diferentemente de sistemas tradicionais, agentes de IA podem tomar decisões e executar ações de forma autônoma, realocando recursos e ajustando estratégias em tempo real. Segundo o estudo, 84% dos líderes afirmam que esse tipo de IA acelera decisões e aumenta a chance de capturar oportunidades antes que desapareçam.

2. Funcionários querem mais IA — e melhor capacitação

O temor de substituição por máquinas convive com uma realidade menos óbvia dentro das organizações. Os dados mostram que os trabalhadores querem mais IA, não menos. Até 2026, profissionais de todas as faixas etárias terão ao menos o dobro de probabilidade de ampliar o uso de inteligência artificial do que de resistir a ela.

61% dizem que a IA reduz tarefas repetitivas e torna o trabalho mais estratégico. O apetite por qualificação também cresce: 42% aceitariam até redução salarial em troca de melhor capacitação tecnológica. A relação com a liderança muda junto — 48% afirmam estar confortáveis em serem gerenciados por um agente de IA.

3. Transparência vira condição para a confiança do cliente

Se a IA avança, a confiança vira o novo gargalo. 95% dos executivos concordam que o sucesso de produtos e serviços dependerá do nível de confiança que seus sistemas de IA conseguem gerar. Do lado do consumidor, a exigência é clara.

89% querem saber quando estão interagindo com uma IA. Eles também esperam explicações sobre como seus dados são usados, a possibilidade de apagá-los e a opção de consentimento explícito (opt-in). O risco de opacidade é alto: dois terços trocariam de marca se descobrissem que uma empresa ocultou deliberadamente o uso de IA.

4. Soberania de dados e resiliência local

A continuidade dos negócios passa a depender de controle local. Para 93% dos executivos, incluir a soberania da IA na estratégia é indispensável. Isso significa manter domínio sobre dados, modelos e infraestrutura — e saber exatamente onde tudo isso está.

A localização física dos servidores ganha peso em um mundo fragmentado. 73% dos líderes dizem que, quanto maior a dependência da IA, mais crítico é conhecer a geografia dos dados para evitar interrupções causadas por conflitos, sanções ou mudanças regulatórias. A resiliência deixa de ser apenas digital e passa a ter um componente territorial.

5. Computação quântica: um desafio que ninguém resolve sozinho

China Ativa Arma Quântica (2)
© Forschungszentrum Jülich / Sascha Kreklau

A computação quântica surge como o próximo grande salto. O relatório projeta que a chamada vantagem quântica — quando máquinas quânticas superam as clássicas em custo ou precisão — pode ser alcançada no fim de 2026.

O desafio é coletivo. Os volumes de dados e a potência de cálculo exigidos tornam inviável avançar de forma isolada. Empresas que já se consideram prontas para a era quântica têm três vezes mais chances de integrar múltiplas redes de parceiros do que aquelas que avançam mais lentamente.

Um novo manual para competir

O estudo da IBM sugere que o diferencial competitivo estará em identificar brechas nos mercados atuais, transformar incerteza em vantagem e operar com agilidade. A IA aparece como copiloto autônomo, os funcionários como parceiros da inovação e a soberania de dados como escudo em um mundo cada vez mais imprevisível.

Em 2026, tecnologia não será apenas ferramenta. Será estratégia, governança e sobrevivência.

 

[ Fonte: TN ]

 

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