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Ciência

Descoberta no Egito desafia séculos de crenças: o que uma rainha ousada ainda revela ao mundo

Um achado arqueológico recente em Luxor pode mudar tudo o que sabemos sobre o Egito Antigo. Sob a liderança de Zahi Hawass, arqueólogos encontraram túmulos intactos, objetos raros e partes de um templo perdido que ajudam a recontar a história de Hatshepsut, uma rainha que quebrou todas as regras de seu tempo.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Novas tumbas revelam segredos milenares

A descoberta aconteceu em uma região rochosa de Luxor, no caminho que leva ao templo funerário da rainha Hatshepsut. Ali, os arqueólogos identificaram uma vasta área de sepultamentos esculpidos na rocha, datados de cerca de 3.600 anos atrás. Foram encontrados sarcófagos de madeira com formato humano, máscaras funerárias, brinquedos de argila, escaravelhos alados, moedas com o rosto de Alexandre, o Grande, além de arcos e amuletos.

Um dos achados mais emocionantes foi o caixão de uma criança, amarrado cuidadosamente e preservado em estado impressionante desde o sepultamento. Mesas de oferendas de cerâmica, com representações de pães, vinho e partes de animais, mostram como eram realizados os rituais funerários da época.

O templo perdido de Hatshepsut vem à tona

Além dos túmulos, a equipe revelou partes do Templo do Vale de Hatshepsut, construção que dava acesso ao seu grandioso templo funerário — um dos mais belos do Egito Antigo. Foram localizadas mais de cem placas de calcário e arenito, muitas com nomes e cartuchos reais que confirmam a ligação direta com a rainha.

Uma placa de calcário com o nome de Senmut, arquiteto e confidente de Hatshepsut, foi um dos achados mais valiosos. Placas como essa, chamadas de depósitos fundacionais, eram enterradas nos alicerces para legitimar o poder divino e a posse da terra. Desde 1923 não se encontrava um conjunto tão completo desses registros.

Descoberta No Egito (2)
© Zbigniew Guzowski

Hatshepsut: a rainha que quebrou regras

Filha de Tutmés I, Hatshepsut assumiu o trono após a morte do marido e meio-irmão, Tutmés II. Primeiro, governou como regente de seu enteado Tutmés III, mas logo se proclamou faraó, usando símbolos de autoridade masculina como o cetro e a barba postiça. Seu reinado, de quase 20 anos, trouxe estabilidade, comércio próspero e projetos arquitetônicos grandiosos.

Após sua morte, tentaram apagar sua história, removendo seu nome de templos e estátuas. Porém, a nova descoberta traz de volta sua importância e revela detalhes que o tempo insistia em esconder.

Um legado que continua vivo

Cada túmulo, objeto e inscrição recuperados acrescenta novas peças ao enigma do Egito Antigo. Enquanto os arqueólogos seguem escavando, fica claro que ainda há muito a aprender com a rainha que ousou governar como faraó em uma era dominada por homens.

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