O que começou como uma ofensiva preventiva contra o programa nuclear iraniano rapidamente se transformou em um conflito explosivo. Em apenas sete dias, Israel e Irã trocaram bombardeios, ameaças e endureceram suas posições, arrastando o mundo para um cenário de guerra iminente. A seguir, veja como os eventos se desenrolaram — e por que o pior ainda pode estar por vir.
Sexta-feira, 13 de junho: o início da ofensiva

Israel deu início à operação “Leão em Ascensão”, bombardeando alvos nucleares e militares no Irã com o objetivo de impedir que Teerã desenvolva armas atômicas. Instalações como Natanz, símbolo do programa nuclear iraniano, foram atingidas. A ofensiva matou importantes líderes militares, como Mohammad Bagheri e Hossein Salami, além de seis cientistas nucleares.
A resposta do Irã foi imediata: mísseis foram disparados contra cidades israelenses como Tel Aviv e Jerusalém. Prédios foram atingidos, e a defesa aérea de Israel falhou parcialmente. Os EUA ajudaram a interceptar parte dos mísseis, mas negaram envolvimento no ataque inicial a Teerã.
O aiatolá Ali Khamenei classificou o ataque de Israel como um “grande erro” e prometeu vingança. O primeiro balanço apontou 78 mortos no Irã e dezenas de feridos em Israel.
Sábado, 14 de junho: escalada sem trégua
Israel intensificou os bombardeios, atingindo mais de 150 alvos estratégicos, incluindo refinarias de petróleo e instalações de gás. O ataque suspendeu a produção em campos energéticos e matou cerca de 60 civis, entre eles 29 crianças.
O Irã respondeu com novos mísseis e drones. Sirenes antiaéreas se espalharam por todo o país, e a tensão entre os civis aumentou. Netanyahu reforçou que o país não recuaria e prometeu atingir “todos os locais do regime dos aiatolás”.
Enquanto isso, o Presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou a ofensiva israelense e avisou que o Irã “ainda não viu nada”. Teerã cancelou negociações com os americanos e ameaçou atacar aliados de Israel.
Domingo, 15 de junho: ataques contínuos e ameaças diretas
Novas ofensivas de ambos os lados elevaram o número de vítimas. Tel Aviv foi atacada durante o dia e à noite. O Irã recusou qualquer cessar-fogo enquanto permanecesse sob ataque.
Trump ameaçou atacar o Irã caso bases americanas fossem atingidas. Ao mesmo tempo, vetou um plano de Israel para assassinar o aiatolá Ali Khamenei, alegando que não havia mortes de americanos até o momento. O número total de mortos subiu para 234, com centenas de feridos.
Segunda, 16 de junho: guerra de informação e danos estratégicos
Israel atacou a TV estatal iraniana ao vivo, alegando que o local era usado como centro de comunicação militar. Além disso, destruiu caças iranianos e danificou instalações nucleares.
Netanyahu disse controlar o espaço aéreo iraniano e cogitou matar Khamenei. O Irã respondeu bombardeando estruturas de energia em Haifa, matando três pessoas. Omã e Catar foram acionados por Teerã para tentar pressionar os EUA a negociar um cessar-fogo.
Terça, 17 de junho: ciberataques e possível entrada dos EUA

A Guarda Revolucionária do Irã atacou um escritório do Mossad em Tel Aviv. Ao mesmo tempo, Israel lançou ataques cibernéticos em larga escala contra a infraestrutura digital iraniana.
Trump voltou mais cedo do G7 e sugeriu que os EUA já controlavam o espaço aéreo iraniano. Disse ainda saber onde Khamenei está, mas que “não o mataria por enquanto”. Um plano de ataque foi aprovado, mas ainda sem execução.
Quarta, 18 de junho: tensão no limite
O aiatolá Khamenei declarou que o Irã não se renderá, mesmo diante de ameaças dos EUA. Advertiu que ataques americanos teriam “consequências irreparáveis”.
O Irã restringiu o acesso à internet e sua TV foi hackeada. Enquanto isso, milhares deixavam Teerã. Trump declarou que sua paciência havia se esgotado e afirmou que o Irã buscou uma reunião na Casa Branca — o que foi negado por Teerã.
Israel, por sua vez, anunciou ter atacado mais 20 alvos no Irã e reforçou que está progredindo para eliminar completamente o programa nuclear inimigo.
[ Fonte: G1.Globo ]