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Dólar dispara após sinal dos EUA e mercado reage com queda imediata

Uma nova movimentação da Casa Branca fez o dólar saltar e derrubou o Ibovespa nesta sexta-feira. A possibilidade de tarifas mais pesadas sobre produtos brasileiros gerou tensão no mercado e reacendeu a instabilidade nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O cenário econômico brasileiro foi impactado por uma notícia vinda dos Estados Unidos nesta sexta-feira (25). O dólar disparou e a Bolsa de Valores inverteu sua trajetória, refletindo o temor do mercado diante de uma possível nova medida do governo norte-americano que afetaria diretamente as exportações brasileiras.

Escalada do dólar após sinal de tarifa

Dólar dispara após sinal dos EUA e mercado reage com queda imediata
© Pexels

A moeda americana começou o dia em leve alta, cotada a R$ 5,53 por volta das 10h30, com avanço de 0,25%. No entanto, a tensão aumentou nas horas seguintes. Às 15h, o dólar já registrava valorização de 0,82%, chegando a R$ 5,56, com picos de R$ 5,57 pouco antes desse horário.

O salto ocorreu após uma reportagem da Bloomberg afirmar que o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, está preparando uma nova base legal para aplicar tarifas sobre produtos brasileiros. A proposta envolveria uma declaração de emergência que viabilizaria a sobretaxa de 50% anunciada no início de julho, válida a partir de 1º de agosto.

A justificativa oficial da Casa Branca seria dificultada pelo fato de os Estados Unidos manterem superávit na balança comercial com o Brasil — o que difere dos casos anteriores de sanções tarifárias.

Bolsa brasileira acompanha a tensão

A notícia também pressionou o desempenho da B3. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, que chegou a subir 0,07% pela manhã, passou a operar em queda ao longo do dia. Às 15h10, registrava recuo de 0,32%, marcando 133.295 pontos.

A volatilidade reflete o receio do mercado em relação às consequências econômicas de um novo atrito comercial com os Estados Unidos — e mostra que a política externa segue influenciando fortemente os indicadores internos.

[Fonte: Metrópoles]

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