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Tarifas, ideologia e vingança: o que une Trump e Bolsonaro no novo conflito Brasil-EUA

Donald Trump acaba de anunciar tarifas de 50% contra produtos brasileiros, mas o motivo vai além da economia. Envolvendo Bolsonaro, lobby internacional e tensões com os BRICS, essa decisão abre um novo capítulo nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Entenda o que está por trás desse movimento inusitado.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Enquanto o mundo acompanha os julgamentos de Jair Bolsonaro no Brasil, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu intervir — de forma indireta, mas impactante. Anunciou tarifas pesadas contra produtos estratégicos brasileiros. A justificativa? Oficialmente, um suposto déficit comercial. Mas os bastidores revelam uma trama política e ideológica mais profunda.

Bolsonaro no centro do conflito

Bolsonaro está sendo julgado no STF por tentativa de golpe ao não reconhecer a vitória de Lula nas eleições de 2022. Se condenado, pode pegar até 40 anos de prisão. Paralelamente, seu filho, Eduardo Bolsonaro, tem feito articulações nos EUA para pressionar a Justiça brasileira por meio de aliados de Trump.

Trump, que tem laços ideológicos com Bolsonaro, publicou uma carta afirmando que o julgamento do ex-presidente brasileiro seria uma “perseguição política”. Logo depois, anunciou tarifas de 50% sobre aço e petróleo bruto do Brasil — medida interpretada como um gesto de apoio ao seu aliado político.

Tarifas com motivação política

A alegação de Trump é um suposto desequilíbrio na balança comercial com o Brasil. Porém, os dados mostram o contrário: os EUA têm superávit comercial com o Brasil há mais de 15 anos. Ainda assim, as tarifas foram anunciadas e entrarão em vigor no dia 1º de agosto.

A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) pediu cautela, mas reconheceu que o motivo não é econômico. Já o governo Lula vê a medida como uma forma de Trump tentar interferir na política brasileira, desgastar o STF e fortalecer o discurso bolsonarista.

Trump Contra O Brasil (2)
© Ricardo Stuckert

Redes sociais, censura e os BRICS

Trump também criticou as ações do Brasil contra plataformas digitais, acusando o país de “censura”. Na verdade, o Brasil tem liderado iniciativas legais contra a desinformação online, com o ministro Alexandre de Moraes à frente. Plataformas como Rumble já acionaram a Justiça americana contra ele.

Além disso, a crescente influência do Brasil nos BRICS parece incomodar Trump. Durante a cúpula no Rio, o ex-presidente americano fez declarações duras contra o bloco, temendo uma nova ordem internacional liderada pelo Sul Global.

Um embate que vai além do comércio

Apesar da retórica agressiva, o Itamaraty busca manter o diálogo e evitar uma escalada. Essa tensão mostra que, mais do que tarifas e produtos, está em jogo uma disputa por influência, ideologia e protagonismo internacional. E o Brasil, mais uma vez, virou peça-chave nesse tabuleiro.

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