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Tecnologia

Elon Musk acredita que o celular como conhecemos tem apenas mais alguns anos de vida

Aplicativos, sistemas operacionais e até a maneira como tocamos na tela podem estar perto de uma transformação radical. Elon Musk já arrisca quando essa mudança acontecerá.
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Tempo de leitura: 4 minutos

O smartphone conseguiu substituir câmeras, mapas, tocadores de música, agendas e dezenas de outros aparelhos. Agora, segundo Elon Musk, chegou a vez de o próprio celular enfrentar uma transformação capaz de torná-lo praticamente irreconhecível. O empresário acredita que isso poderá acontecer muito antes do que muitos imaginam. Em sua visão, a inteligência artificial assumirá quase tudo o que hoje fazemos abrindo aplicativos, tocando ícones e navegando por menus.

Elon Musk já colocou uma data no calendário

Elon Musk acredita que o celular como conhecemos tem apenas mais alguns anos de vida
© Pexels

Para Elon Musk, os smartphones tradicionais podem estar entrando em sua última década de protagonismo.

Durante uma participação no podcast The Joe Rogan Experience, o empresário afirmou que, dentro de aproximadamente cinco ou seis anos, aquilo que atualmente entendemos como telefone celular poderá estar obsoleto.

Isso colocaria a grande transformação aproximadamente entre 2030 e 2031.

Mas Musk não está dizendo necessariamente que deixaremos de carregar qualquer dispositivo eletrônico no bolso.

A previsão é mais interessante do que simplesmente substituir um smartphone por outro aparelho. Segundo ele, mudará fundamentalmente a maneira como interagimos com a tecnologia.

O celular atual funciona como uma coleção de aplicativos. Para mandar uma mensagem, abrimos um app. Para ouvir música, outro. Para assistir a vídeos, consultar mapas, acessar redes sociais ou verificar e-mails, repetimos o processo.

Na visão de Musk, essa lógica poderá desaparecer.

Em vez de escolher manualmente qual programa executar, uma inteligência artificial entenderia aquilo que queremos e entregaria diretamente o resultado.

O futuro pode ser um celular sem aplicativos

Elon Musk acredita que o celular como conhecemos tem apenas mais alguns anos de vida
© Pexels

Musk descreve o sucessor do smartphone como uma espécie de “nó periférico para inferência de IA” conectado por redes sem fio.

A expressão parece complicada, mas a ideia é relativamente simples.

Parte da inteligência artificial funcionaria diretamente no dispositivo. Operações mais complexas poderiam ser enviadas para servidores externos muito mais poderosos. Os dois sistemas trabalhariam continuamente em conjunto para responder às necessidades do usuário.

O aparelho ainda poderia possuir elementos bastante familiares, como tela, alto-falantes e conectividade. O que desapareceria seria grande parte da estrutura de software que hoje define um smartphone.

Musk prevê um cenário no qual não dependeríamos de sistemas operacionais e aplicativos da maneira atual.

Quer ouvir determinada música? Bastaria pedir. Precisa responder a uma mensagem? A IA poderia cuidar disso. Quer encontrar uma informação ou acessar determinado serviço? Não seria necessário procurar o aplicativo correspondente.

Até plataformas como X e serviços de e-mail poderiam continuar existindo, mas seriam acessados através da camada de inteligência artificial em vez de interfaces independentes.

A tela também poderia deixar de mostrar conteúdos prontos

Existe uma parte ainda mais radical nessa previsão.

Musk acredita que a inteligência artificial não apenas encontrará informações existentes, mas poderá produzir conteúdos em tempo real especificamente para cada pessoa.

Isso inclui vídeo.

Em sua visão, a IA hospedada nos servidores poderia se comunicar continuamente com aquela instalada no aparelho e gerar imagens, áudio e vídeos conforme os pedidos ou interesses do usuário.

É uma mudança profunda em relação ao modelo atual.

Hoje, quando alguém abre uma plataforma de vídeos, o algoritmo escolhe entre conteúdos previamente produzidos. Em um cenário dominado por IA generativa, parte desse material poderia simplesmente não existir antes de o usuário solicitar ou demonstrar interesse por ele.

O próprio sistema poderia antecipar aquilo que a pessoa deseja assistir e produzir algo naquele instante.

Nesse mundo, a diferença entre interface, aplicativo, assistente e conteúdo começaria a desaparecer.

Isso não significa que Musk esteja fabricando um celular

Apesar da previsão, existe uma distinção importante.

Musk afirmou que não está trabalhando atualmente em um smartphone próprio. Sua declaração descreve como acredita que a computação pessoal evoluirá, e não o anúncio de um novo produto da Tesla, xAI ou de alguma de suas outras empresas.

Também existem enormes perguntas ainda sem resposta.

Se uma única inteligência artificial intermediar praticamente tudo o que fazemos, quem controlará essa IA? Como os dados pessoais serão protegidos? O que acontecerá quando não houver conexão? Como diferentes serviços poderão competir se o usuário deixar de escolher diretamente seus aplicativos?

A previsão de 2030 ou 2031 também deve ser interpretada exatamente como aquilo que é: uma projeção de Elon Musk, e não um cronograma confirmado pela indústria.

Smartphones continuam sendo produtos essenciais para bilhões de pessoas, enquanto Apple, Google, Samsung e outros fabricantes continuam investindo pesadamente nesse formato.

Talvez o celular não desapareça, apenas deixe de parecer um celular

A história da tecnologia está cheia de aparelhos que tecnicamente nunca desapareceram, mas perderam sua forma original.

Os celulares já passaram por essa transformação antes. O telefone criado principalmente para chamadas virou câmera, computador, carteira digital, navegador GPS e central de entretenimento.

A inteligência artificial pode provocar a próxima metamorfose.

Se a previsão de Musk estiver correta, em poucos anos talvez continuemos carregando algo com tela, som e conexão à internet. Só que, em vez de navegar entre dezenas de aplicativos, conversaremos com uma inteligência artificial que decidirá como executar cada tarefa.

Nesse sentido, o fim do smartphone não significaria necessariamente abandonar o dispositivo.

Significaria olhar para aquilo que carregamos no bolso em 2031 e perceber que chamar aquele objeto de “celular” talvez já não faça muito sentido.

[Fonte: Infobae]

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