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Encontro histórico no Alasca: Trump e Putin preparam negociações decisivas para a guerra na Ucrânia

Donald Trump vai receber Vladimir Putin no Alasca para discutir um possível acordo de paz para a Ucrânia. Mas a ausência inicial de Volodymyr Zelensky levanta críticas e preocupa aliados, que temem ver Kiev excluída de decisões que podem mudar o rumo do conflito.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Uma reunião de alto risco entre Estados Unidos e Rússia está marcada para a próxima semana, em território norte-americano. O presidente Donald Trump e o líder russo, Vladimir Putin, vão encontrar-se no Alasca para tentar destravar a guerra na Ucrânia. Porém, a decisão de deixar o presidente ucraniano de fora desta primeira conversa já causa tensão internacional.

Um encontro marcado sem Kiev

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Trump anunciou que se reunirá com Putin na sexta-feira, 15 de agosto, no Alasca, para debater o futuro do conflito. O Kremlin confirmou a data e o local. Antes da oficialização, Trump admitiu que um eventual acordo poderia envolver “alguma troca de territórios”, sem revelar detalhes.
A reação de Zelensky foi imediata: “Os ucranianos não darão a sua terra ao ocupante” e “qualquer decisão sem a Ucrânia nunca funcionará”.

Posição de Zelensky e hipóteses de acordo

Apesar da crítica, Zelensky afirmou estar disposto a trabalhar com Trump e parceiros internacionais para alcançar “uma paz real e duradoura”. Analistas próximos do Kremlin levantam a possibilidade de Moscovo ceder zonas fora das quatro regiões que alega ter anexado.
Trump, entretanto, deixou claro que a reunião com Putin ocorreria antes de qualquer encontro com Zelensky, mesmo que o líder russo recusasse falar com o presidente ucraniano — uma posição que incomoda a Europa.

Um palco com alto valor simbólico

Receber Putin nos Estados Unidos quebra a expectativa de um país neutro e dá ao líder russo uma visibilidade que Washington e aliados tentaram evitar desde o início da guerra.
Trump justificou o atraso na reunião por questões de segurança e disse acreditar que “Putin quer ver a paz, e Zelensky quer ver a paz também”. Sugeriu que a solução poderia passar por trocas territoriais “para o bem de ambos”, admitindo que “não é algo fácil”.

Pressão económica e impasse militar

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Trump já havia ameaçado novas sanções à Rússia e tarifas a países que comprassem petróleo russo, mas o prazo dessas medidas terminou sem anúncios concretos, coincidindo com a confirmação da cimeira.
Enquanto isso, no terreno, a Rússia mantém avanços lentos e custosos, com bombardeamentos contínuos a cidades ucranianas. As posições de Moscovo e Kiev ainda estão muito distantes para um cessar-fogo imediato.

Movimentos diplomáticos globais

O Kremlin informou que Putin falou por telefone com Xi Jinping para relatar a visita de um enviado de Trump. Pequim teria manifestado apoio a uma solução de longo prazo. Putin também contactou líderes da Índia, África do Sul, Cazaquistão, Uzbequistão e Bielorrússia.
Analistas pró-Kremlin sugerem que estas conversas indicam avanços reais na construção de um acordo. Caso se concretize, a cimeira no Alasca será a primeira reunião de alto nível entre EUA e Rússia desde 2021, quando Joe Biden recebeu Putin em Genebra.

 

[ Fonte: Euronews ]

 

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