Ao contrário de outros avanços tecnológicos, o objetivo da nova geração de reatores nucleares é reduzir o tamanho, e não aumentá-lo — uma iniciativa apoiada pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE).
Neste mês, o DOE anunciou a assinatura de um acordo condicional com as empresas privadas Westinghouse e Radiant para realizar os primeiros testes em suas instalações do Demonstrador de Experimentos com Micro-reatores, localizado no Laboratório Nacional de Idaho.
O que são e para que servem esses micro-reatores
Os testes com dois micro-reatores do tamanho de um trailer serão “os primeiros do tipo no mundo” e ajudarão a atender “a demanda do país por uma energia mais abundante, acessível e confiável”, segundo o comunicado do DOE.
Os micro-reatores eVinci (da Westinghouse) e Kaleidos (da Radiant) produzem apenas 5 megawatts e 1,2 megawatts de energia, respectivamente. O DOE define micro-reatores como reatores de pequeno porte que geram entre 1 e 50 megawatts. É uma quantidade muito inferior à dos reatores tradicionais, que podem produzir até 833 vezes mais energia que o Kaleidos.
Além disso, esses micro-reatores são relativamente fáceis de montar e transportar por trem, caminhão ou avião. Isso os torna especialmente úteis em situações emergenciais, como apagões causados por desastres naturais ou ataques cibernéticos. No caso do eVinci e do Kaleidos, em particular, a intenção do DOE é utilizar os micro-reatores como fontes alternativas de energia para centros de dados em locais remotos, substituindo geradores a diesel.
“Os micro-reatores terão um papel importante na expansão do uso da energia nuclear nos EUA”, afirmou Mike Goff, Secretário Adjunto de Energia Nuclear, no mesmo comunicado. “Esses experimentos no DOME testarão os novos modelos dos quais dependeremos no futuro para garantir energia confiável em residências, bases militares e infraestrutura de missão crítica.”
Os primeiros testes no DOME estão previstos para começar na primavera de 2026 e devem durar até seis meses, período em que serão avaliadas a capacidade e a eficiência tecnológica dos sistemas.