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Ciência

Este tipo de treino pode proteger seu cérebro – e quase ninguém fala sobre isso

O treinamento de resistência estimula a produção de BDNF, proteína essencial para a formação de novas células cerebrais e a proteção contra o Alzheimer. Além disso, reduz inflamação, melhora a circulação cerebral e ajuda a preservar a memória e a função cognitiva com o passar dos anos.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Cientistas descobriram que uma atividade física específica não apenas fortalece o corpo, mas também estimula a criação de novas células cerebrais, melhora a memória e pode até ajudar a prevenir doenças como o Alzheimer. O segredo está em um hormônio poderoso que você ativa com esse exercício.

Cuidar do cérebro vai muito além de palavras cruzadas e alimentação saudável. Um tipo de exercício físico, segundo pesquisadores, tem o poder de impulsionar a saúde cerebral, promovendo o crescimento de novas células e ajudando na prevenção de doenças neurodegenerativas. Conheça a prática que pode transformar sua mente e seu corpo.

O melhor treino para o cérebro

Robert Love, neurocientista e criador de conteúdos sobre Alzheimer, defende que o treinamento de resistência — como musculação ou exercícios com pesos — é a atividade física mais eficaz para estimular a formação de novas células cerebrais. O motivo está na liberação de uma proteína chamada BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro), essencial para a neurogênese e a plasticidade cerebral.

Love afirma que níveis elevados de BDNF estão associados à redução do risco de Alzheimer e a um envelhecimento mental mais saudável. O conteúdo divulgado em suas redes, com mais de 47 mil visualizações e meio milhão de curtidas, tem sido amplamente apoiado por outros especialistas.

O papel do BDNF na saúde cerebral

O BDNF é uma proteína vital para a adaptação do cérebro, favorecendo a comunicação entre neurônios e a sobrevivência celular. O Dr. Kwadwo Kyeremanteng, chefe da UTI do Hospital de Ottawa, confirmou que o treinamento de resistência é uma das formas mais eficazes de aumentar a produção dessa proteína.

De acordo com o médico, o BDNF é crucial para funções cognitivas como memória, aprendizado e proteção contra doenças neurodegenerativas.

Estudos que comprovam os benefícios

Pesquisas recentes reforçam esses efeitos. Um estudo publicado em junho de 2024 no International Journal of Molecular Sciences mostrou que o treino de resistência aumenta o volume do hipocampo, área do cérebro ligada à memória.

Já uma pesquisa da Ageing Research Reviews (julho de 2024) revelou que esse tipo de exercício também promove mudanças estruturais no cérebro, ajudando a desacelerar alterações típicas da doença de Alzheimer.

Além do BDNF: outros impactos no cérebro

Os benefícios do treino de resistência vão além da produção de BDNF. Ele reduz a inflamação crônica e os níveis de cortisol, hormônio do estresse — dois fatores associados ao Alzheimer. Além disso, contribui para a diminuição das proteínas beta-amiloide e tau, ligadas ao desenvolvimento da doença.

Segundo Kyeremanteng, esse tipo de exercício favorece um processo chamado não amiloidogênico, que reduz a concentração de beta-amiloide no cérebro.

Benefícios adicionais que fazem a diferença

O impacto do treino de resistência não se limita ao cérebro. Ele também:

  • Melhora a sensibilidade à insulina, diminuindo o risco de diabetes tipo 2, fator relacionado ao Alzheimer.

  • Favorece a circulação cerebral, garantindo melhor oxigenação e nutrição dos neurônios.

  • Preserva a força muscular e a autonomia, o que melhora a qualidade de vida durante o envelhecimento.

Para potencializar ainda mais os efeitos, a melhor estratégia, segundo os especialistas, é combinar treino de resistência com exercícios aeróbicos. Essa dupla oferece uma abordagem completa para proteger a mente e o corpo.

 

Fonte: Infobae

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