Prepare o passaporte, mas esqueça o carimbo: a Europa vai digitalizar de vez o controle de entrada de estrangeiros. A partir deste domingo (12), os 29 países do Espaço Schengen — que inclui França, Alemanha, Espanha, Portugal e Itália — passam a usar o Sistema de Entrada e Saída (EES), que substitui o antigo carimbo por reconhecimento facial e impressões digitais.
Como vai funcionar o novo sistema

Na primeira viagem após a implantação, os brasileiros deverão fazer o cadastro biométrico no posto de imigração europeu. O sistema coletará uma foto facial e as digitais, que serão armazenadas em um banco de dados comum a todos os países do bloco.
Nas viagens seguintes, o processo será mais ágil, já que o viajante será identificado automaticamente. O objetivo, segundo a União Europeia, é reforçar a segurança, evitar fraudes e controlar o tempo máximo de estadia de 90 dias, que continua valendo para brasileiros sem visto.
O que vem a seguir: o ETIAS
E as novidades não param por aí. A partir de 2026, quem quiser visitar o continente precisará preencher uma autorização eletrônica de viagem, chamada ETIAS (European Travel Information and Authorisation System).
O documento, solicitado online antes do embarque, terá custo de 7 euros e será obrigatório mesmo para quem não precisa de visto. Embora não seja um visto, o ETIAS funciona como uma triagem prévia, parecida com o ESTA dos Estados Unidos: ele permite que as autoridades europeias avaliem eventuais riscos antes da chegada do passageiro.
Quais países estão incluídos
O Espaço Schengen abrange os principais destinos turísticos da Europa: Alemanha, França, Itália, Espanha, Portugal, Holanda, Suíça, Áustria, Bélgica, Noruega, Grécia e outros 18 países — no total, 29 nações. Todos adotarão o EES simultaneamente.
Uma viagem mais tecnológica
A nova era das fronteiras digitais marca um passo importante rumo a um controle migratório mais tecnológico. Para os viajantes, a mudança promete menos filas e mais praticidade. Mas, ao mesmo tempo, reforça a vigilância e o compartilhamento de dados pessoais entre países europeus — um tema que deve gerar debate nos próximos meses.
[Fonte: Alo Alo Bahia]