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Ciência

Furor por transmissão de científicos argentinos revela um universo escondido nas profundezas do mar

Uma expedição científica sem precedentes está levando milhares de pessoas a acompanhar, ao vivo, as maravilhas do fundo do mar argentino.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Em parceria com uma fundação da Califórnia, o Conicet explora um verdadeiro universo submerso, revelando formas de vida surpreendentes em locais que nunca haviam sido vistos com tanta nitidez.

Uma viagem subaquática que parece de outro mundo

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© https://x.com/Coralcaraz/

“É como explorar outro planeta, mas debaixo d’água” — assim definem os cientistas do Conicet que, junto à Fundação Schmidt Ocean, estão conduzindo uma jornada científica pelo Atlântico Sul. A bordo do navio de pesquisa Falkor (too), o projeto “Oásis Submarinos do Cânion de Mar del Plata: Talude Continental IV” leva um robô subaquático até 3.900 metros de profundidade e transmite tudo em tempo real.

O ROV SuBastian, um veículo operado remotamente, grava em ultra alta definição e coleta amostras sem perturbar o ecossistema. É a primeira vez que essa tecnologia é usada em águas argentinas, representando um salto histórico para a ciência do país.

Graças à confluência das correntes quentes do Brasil e frias das Malvinas, a biodiversidade observada nas profundezas é riquíssima. O público pôde assistir, em tempo real, ao surgimento de estrelas-do-mar, corais de águas frias e criaturas jamais vistas naquela região. O sucesso foi tanto que o streaming liderou a audiência na madrugada de quarta-feira, segundo dados do Real Time Rating.

Uma missão científica que também encanta o público

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© https://x.com/RespiraArg

O chefe da expedição, Daniel Lauretta, pesquisador do Conicet, destacou a importância de reunir cientistas jovens, técnicos e bolsistas num projeto interdisciplinar. Eles investigam desde a biodiversidade bentônica até o DNA ambiental, passando pela análise de microplásticos, carbono azul e dinâmica dos sedimentos.

Além do impacto científico, o projeto também busca deixar um legado educacional. As imagens e dados coletados serão utilizados para criar modelos 3D de espécies emblemáticas e conteúdos para escolas, museus e clubes de ciência.

A própria natureza extrema do ambiente — pressão altíssima, escuridão total e frio intenso — torna cada mergulho um desafio. “O mais difícil não é a técnica, mas entender o que estamos vendo. Às vezes, nos deparamos com seres e comportamentos nunca antes registrados”, comentam os pesquisadores.

A estrela que virou celebridade: “Patrick” nas profundezas

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© https://x.com/RespiraArg

A cultura pop também encontrou espaço na expedição. Uma estrela-do-mar flagrada a 2.600 metros de profundidade arrancou risos da equipe e do público por se parecer com “Patrick”, o personagem do desenho animado Bob Esponja. Segundo os cientistas, o formato da estrela lembrava até uma “traseirinha” com duas “nadinhas” em suas extremidades. A comparação viralizou entre os espectadores.

Onde assistir à transmissão

O streaming pode ser acompanhado ao vivo pelo canal do YouTube do Schmidt Ocean Institute. É uma rara oportunidade de observar, em tempo real, o que existe nas profundezas inexploradas do mar argentino.

Enquanto as câmeras do SuBastian continuam a descer rumo ao desconhecido, o público se surpreende com um espetáculo natural inédito. Como já disse a NASA: conhecemos mais sobre o espaço sideral do que sobre os abismos dos nossos próprios oceanos. E agora, parte desse mistério começa a ser revelado.

[Fonte: A24]

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