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Greve em Lisboa ameaça mergulhar viajantes em mais um fim de semana de caos

Filas intermináveis, voos cancelados e malas que não chegam ao destino: o segundo fim de semana de greve do pessoal de terra da Menzies Aviation promete transformar o aeroporto de Lisboa num campo de batalha para passageiros. E o pior? O conflito está longe de terminar.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Quem chega ou parte de Lisboa neste verão já sabe: paciência é item obrigatório na mala. Depois de um julho marcado por atrasos e extravio de bagagens, o Aeroporto Humberto Delgado enfrenta uma nova onda de paralisações. E, com mais datas de greve pela frente, a temporada turística portuguesa pode estar prestes a viver seu auge de frustração.

Aeroporto Portugal
© X – @Independent

Greve retoma e atinge em cheio a TAP

A partir desta sexta-feira, trabalhadores da Menzies Aviation Portugal iniciaram o segundo fim de semana de greve, parte de um calendário que se estende até setembro. Logo no primeiro dia, 16 voos foram cancelados — a maioria da TAP — e, até às 10h de sábado, mais seis cancelas já tinham sido confirmadas, segundo dados da ANA Aeroportos.

O Sindicato da Indústria Metalúrgica e Afins (SIMA) afirma que cerca de 90% das suspensões estão ligadas à paralisação. Além disso, muitos voos partiram sem as bagagens dos passageiros, gerando filas e protestos nas áreas de recolha.

Passageiros perdem malas e tempo

A greve afeta principalmente o check-in e o despacho de bagagens nos voos da TAP, deixando passageiros à espera por horas. Para quem chega de fora do Espaço Schengen, a situação é ainda mais caótica, já que mudanças no controlo fronteiriço aumentaram as filas.

Companhias aéreas, como a Emirates, têm enviado alertas prévios aos clientes sobre possíveis atrasos na entrega de bagagens, pedindo compreensão e paciência — um recado que se repete desde a primeira paralisação em julho.

Salários, horas noturnas e falta de diálogo

No centro da disputa estão exigências por melhores condições salariais e pagamento integral das horas noturnas. A Lusa noticiou que tanto a Menzies quanto os sindicatos trocam acusações de “falta de vontade de diálogo”, dificultando qualquer avanço.

Para o SIMA, a situação é resultado de anos de reivindicações ignoradas. Já a empresa defende que apresentou propostas viáveis, rejeitadas pelos representantes sindicais.

Calendário de turbulência

A ANA Aeroportos já avisou que as limitações nas operações devem repetir-se nas datas de 8 a 11 de agosto, 15 a 18 de agosto, 22 a 25 de agosto e 29 de agosto a 1 de setembro — coincidindo com o pico das férias de verão na Europa.

Embora o protesto esteja restrito à Menzies Aviation, há receio de que o impacto se espalhe para outros aeroportos portugueses, como aconteceu no primeiro fim de semana de greve. Por ora, os voos atendidos pela Portway não devem sofrer alterações.

Imagem de Lisboa em risco

Com mais fins de semana de paralisação no horizonte, a reputação do principal aeroporto português está sob pressão. Passageiros que enfrentaram atrasos e malas perdidas já lotam as redes sociais com relatos indignados, enquanto operadores turísticos temem prejuízos em plena alta temporada.

Se nada mudar, este verão poderá entrar para a história não pelos recordes de visitantes, mas pela paciência — ou pela falta dela — de quem tentou voar por Lisboa.

 

[ Fonte: Euronews ]

 

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