O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontou no Plano de Operação Energética de 2025 que será necessário adotar medidas extras para garantir o abastecimento de energia no país. O horário de verão, abolido pelo governo anterior, surge como alternativa para aliviar a carga nos momentos de maior consumo, especialmente ao anoitecer, quando o uso de energia dispara e a produção solar e eólica diminui.
A ideia é simples: adiantar os relógios para aproveitar melhor a luz natural e, com isso, reduzir a demanda nos horários de pico.
Benefícios energéticos e ambientais

O retorno do horário de verão poderia trazer efeitos positivos diretos no sistema elétrico. Um deles é a redução da necessidade de acionar usinas térmicas, que são caras e poluentes. Além disso, a medida ajudaria a preservar os reservatórios das hidrelétricas, ainda mais importantes em períodos de seca.
Especialistas defendem que, ao deslocar parte do consumo para horários com maior presença de sol, o Brasil ganharia em eficiência energética e diminuiria custos de operação.
Os desafios de um sistema em transformação
Por outro lado, o cenário atual é diferente de anos atrás. O crescimento da geração por fontes renováveis, como a solar e a eólica, trouxe ganhos, mas também desafios. Essas fontes são intermitentes e não conseguem suprir toda a demanda noturna, quando o consumo dispara em residências e comércios.
Nesse contexto, o horário de verão aparece como uma medida prática e de baixo custo, mas que precisa ser analisada dentro de um planejamento mais amplo do setor elétrico, que ainda busca soluções de longo prazo para equilibrar oferta e demanda.
O debate sobre o horário de verão em 2025 reflete a complexidade de administrar um sistema elétrico cada vez mais dependente de renováveis. Resta saber se a medida será suficiente para garantir segurança energética ou apenas uma solução temporária diante de um problema maior.
[Fonte: Diário do Comércio]