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Ciência

Iguanas cruzaram 8.000 km no oceano e chegaram a Fiji de forma surpreendente

Uma nova pesquisa sugere que iguanas atravessaram o Oceano Pacífico há milhões de anos sobre vegetação flutuante. Esse deslocamento improvável ajudou na colonização de ilhas remotas, desafiando teorias anteriores sobre a migração desses répteis.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Como as iguanas chegaram a Fiji?

Cientistas sempre questionaram como iguanas, que habitam principalmente as Américas, conseguiram se estabelecer em locais tão distantes como Fiji. Uma hipótese inicial considerava uma migração através da Ásia ou Austrália, mas um novo estudo indica que elas podem ter viajado em jangadas naturais de árvores e plantas desprendidas.

Pesquisadores analisaram o DNA de 14 espécies e concluíram que esses répteis provavelmente percorreram cerca de 8.000 km pelo oceano. Publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, a pesquisa destaca que a resistência à desidratação e a adaptação alimentar foram fundamentais para a sobrevivência durante a longa jornada.

A migração mais longa entre vertebrados terrestres

Essa jornada representa um dos percursos mais extensos já documentados entre vertebrados terrestres. O estudo sugere que fatores ambientais e climáticos da época foram decisivos para o sucesso da travessia.

Kevin de Queiroz, biólogo do Smithsonian National Museum of Natural History, afirmou que os resultados são altamente confiáveis. Já Simon Scarpetta, coautor da pesquisa, destacou: “Se algum vertebrado tivesse chances de sobreviver a essa viagem, seriam as iguanas.”

O impacto na conservação das iguanas

Atualmente, muitas espécies de iguanas em Fiji estão ameaçadas devido à presença da iguana-verde, uma espécie invasora. Compreender a origem e os padrões migratórios desses répteis pode ser essencial para o desenvolvimento de estratégias de conservação eficazes.

Esse estudo não apenas amplia o conhecimento sobre a evolução das iguanas, mas também reforça a importância da pesquisa científica na preservação dos frágeis ecossistemas insulares.

[Fonte: Último Segundo]

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