A quebra de um iceberg gigantesco na Antártida abriu caminho para uma das descobertas marinhas mais fascinantes dos últimos anos. Exploradores registraram imagens inéditas de espécies que, até então, só eram conhecidas de forma indireta. Saiba o que foi encontrado sob as águas geladas e como isso pode mudar a compreensão sobre a vida nas profundezas oceânicas.
A descoberta da lula-de-vidro-glacial
Em janeiro deste ano, a ruptura do iceberg A-84, do tamanho de Chicago, revelou um ecossistema marinho antes inacessível. Durante a expedição, cientistas capturaram pela primeira vez imagens da Galiteuthis glacialis, a lula-de-vidro-glacial, viva em seu habitat, a 687 metros de profundidade.
Apesar de descoberta em 1906, até hoje o animal só havia sido observado morto ou encontrado no estômago de baleias. Com cerca de 50 centímetros de comprimento, essa lula encanta pela aparência translúcida e corpo delicado.
Mais surpresas no fundo do oceano
A mesma expedição também registrou, pela primeira vez, a lula-colossal jovem (Mesonychoteuthis hamiltoni), parente da lula-de-vidro, famosa por ser o maior invertebrado do planeta quando adulta, podendo ultrapassar 15 metros.
Ambas compartilham características como o corpo transparente e tentáculos com ganchos, mas diferem na posição dessas estruturas. O raro encontro dessas criaturas ressalta como pouco ainda conhecemos sobre os habitantes do Oceano Austral.
Além das lulas, o instituto documentou também peixes-do-gelo, aranhas-do-mar gigantes e polvos, reforçando o quanto os mistérios das profundezas continuam a fascinar cientistas e exploradores de todo o mundo.
[Fonte: Correio Braziliense]