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Israel confirma morte de um dos principais líderes militares do Hamas em ataque na Faixa de Gaza

O Exército israelense anunciou neste sábado a morte de Izz al Din Al Haddad, apontado como um dos últimos líderes de alto escalão do braço armado do Hamas em Gaza. O bombardeio ocorreu na Cidade de Gaza e também matou familiares do comandante, segundo relatos locais.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Israel confirmou neste sábado a morte de Izz al Din Al Haddad, um dos principais líderes militares do Hamas na Faixa de Gaza e considerado pelo governo israelense como o atual comandante das Brigadas Al Qassam, braço armado do grupo.

Segundo comunicado divulgado pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) e pela agência de inteligência Shin Bet, Al Haddad foi morto durante um “ataque de precisão” realizado na noite de sexta-feira na Cidade de Gaza.

O anúncio marca mais um capítulo na longa ofensiva israelense contra a estrutura militar do Hamas, iniciada após os ataques de outubro de 2023 e que continua mesmo após o cessar-fogo parcial estabelecido em outubro de 2025.

Quem era Izz al Din Al Haddad

De acordo com Israel, Al Haddad assumiu papel central dentro das Brigadas Al Qassam após a morte de Mohamed Sinwar, antigo chefe militar do Hamas morto em 2025.

O Exército israelense afirma que o comandante vinha atuando na reorganização das capacidades militares do grupo dentro de Gaza e no planejamento de novos ataques contra civis israelenses e tropas das FDI.

“Izz al Din Al Haddad trabalhou recentemente para reconstruir as capacidades operacionais da organização terrorista”, afirmou o comunicado oficial israelense.

O líder era considerado um dos últimos integrantes veteranos da alta cúpula militar do Hamas ainda ativos na Faixa de Gaza após sucessivas operações israelenses contra o comando do grupo.

Ataque atingiu bairro central da Cidade de Gaza

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional e por testemunhas locais, o bombardeio ocorreu no bairro de Rimal, uma área urbana importante da Cidade de Gaza.

A agência EFE informou ter confirmado a morte de Al Haddad ao acompanhar o funeral realizado em uma mesquita da capital palestina. No local também estavam os corpos da esposa e da filha do comandante.

Autoridades locais relataram que pelo menos sete pessoas morreram no ataque israelense contra o edifício onde Al Haddad estava.

Até o momento, não há informações independentes completas sobre o número total de feridos ou sobre possíveis vítimas adicionais nos arredores do bombardeio.

O conflito continua mesmo após o cessar-fogo

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Embora um cessar-fogo parcial tenha sido firmado em outubro de 2025, os confrontos e ataques na Faixa de Gaza continuam acontecendo de forma recorrente.

Segundo dados mencionados pelas autoridades locais, mais de 850 pessoas morreram em Gaza desde o início da trégua.

Israel mantém operações militares direcionadas contra integrantes do Hamas, enquanto o grupo continua tentando reorganizar parte de sua estrutura política e militar dentro do território palestino.

A morte de Al Haddad representa mais um golpe simbólico e estratégico contra a liderança militar do Hamas, especialmente porque muitos dos comandantes históricos do grupo já foram mortos ao longo dos últimos anos.

O impacto político e militar da morte do comandante

Analistas internacionais avaliam que a eliminação de figuras centrais como Al Haddad pode afetar temporariamente a capacidade operacional do Hamas, mas dificilmente encerra o conflito.

Historicamente, o grupo costuma reorganizar rapidamente suas estruturas internas após perdas de lideranças.

Ao mesmo tempo, ataques desse tipo aumentam a tensão dentro da Faixa de Gaza e costumam gerar novas críticas internacionais relacionadas ao impacto humanitário da guerra, especialmente em áreas densamente povoadas.

A situação também evidencia como o cessar-fogo firmado em 2025 permanece frágil e longe de representar um encerramento definitivo da crise.

Enquanto Israel segue priorizando operações contra líderes militares do Hamas, Gaza continua vivendo sob um cenário de instabilidade permanente, destruição urbana e forte crise humanitária.

 

[ Fonte: DW ]

 

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