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Reviravolta no Mundial: decisão da FIFA sobre artilheiro dos EUA ganha novo capítulo após suposta atuação de Trump

Uma punição que parecia inevitável foi revertida às vésperas de um jogo decisivo da Copa do Mundo. A mudança provocou controvérsia e levantou dúvidas sobre a atuação da FIFA.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Uma das decisões mais polêmicas da Copa do Mundo de 2026 aconteceu longe das quatro linhas. A suspensão do atacante Folarin Balogun, principal goleador dos Estados Unidos no torneio, parecia definitiva após sua expulsão nos 16 avos de final. No entanto, uma reviravolta envolvendo a FIFA e uma reportagem do The New York Times mudou completamente o cenário e reacendeu o debate sobre os limites das decisões disciplinares no futebol.

FIFA suspende punição de Balogun e surpreende o futebol

Reviravolta no Mundial: decisão da FIFA sobre artilheiro dos EUA ganha novo capítulo após suposta atuação de Trump
© YouTube

Folarin Balogun, atacante do Monaco e destaque da seleção dos Estados Unidos, recebeu cartão vermelho direto durante a vitória sobre a Bósnia e Herzegovina após uma entrada em Tarik Muharemovic revisada pelo VAR.

Pelas regras da competição, a expulsão implicaria automaticamente um jogo de suspensão, o que impediria sua participação nas oitavas de final contra a Bélgica.

No entanto, poucos dias depois, a FIFA anunciou uma decisão inesperada.

O Comitê Disciplinar aplicou o artigo 27 do Código Disciplinar da entidade, mecanismo que permite suspender o cumprimento da pena e colocar o atleta em um período probatório de um ano.

Com isso, Balogun foi liberado para atuar normalmente no confronto decisivo. Caso cometa uma infração semelhante durante o período de teste, a punição poderá ser aplicada posteriormente.

A decisão dividiu opiniões porque expulsões por cartão vermelho direto costumam gerar suspensão automática, tornando esse tipo de reversão bastante incomum.

A comissão técnica dos Estados Unidos comemorou a medida. Balogun soma três gols na Copa e é uma das principais referências ofensivas da equipe comandada por Mauricio Pochettino.

Reportagem aponta participação de Donald Trump e amplia a polêmica

Reviravolta no Mundial: decisão da FIFA sobre artilheiro dos EUA ganha novo capítulo após suposta atuação de Trump
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Segundo reportagem publicada pelo The New York Times, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria telefonado para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, logo após a partida contra a Bósnia e Herzegovina.

De acordo com o jornal, o objetivo da ligação foi pedir que a expulsão do atacante fosse reavaliada.

Após a divulgação da decisão da FIFA, Trump comemorou publicamente o resultado em sua rede social, Truth Social, classificando a suspensão revertida como uma “correção de uma grande injustiça”.

Até o momento, não houve confirmação pública da FIFA de que a decisão tenha sido motivada por qualquer intervenção externa. Oficialmente, a entidade informou apenas que utilizou uma possibilidade prevista em seu Código Disciplinar.

Ainda assim, a coincidência entre a suposta articulação política e a mudança na punição alimentou discussões sobre a transparência do processo disciplinar adotado pela entidade.

Casos históricos mostram que esse tipo de decisão é raro

Embora incomum, o episódio não é totalmente inédito.

Um dos casos mais famosos ocorreu na Copa do Mundo de 1962. Garrincha foi expulso na semifinal contra o Chile, mas acabou liberado para disputar a decisão diante da então Tchecoslováquia, vencida pelo Brasil.

Mais recentemente, em 2025, a FIFA utilizou o mesmo artigo 27 para suspender parte da punição aplicada a Cristiano Ronaldo após uma expulsão nas Eliminatórias. O atacante cumpriu apenas a primeira partida de suspensão, enquanto as demais ficaram condicionadas a um período probatório, permitindo sua participação na Copa do Mundo de 2026.

Agora, a situação envolvendo Balogun volta a colocar em evidência o alcance desse dispositivo do Código Disciplinar.

Enquanto os Estados Unidos comemoram a presença de seu principal artilheiro diante da Bélgica, especialistas discutem até que ponto decisões inicialmente consideradas automáticas podem ser modificadas e quais critérios devem orientar esse tipo de exceção em uma competição do porte da Copa do Mundo.

[Fonte: Clarin]

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