Com o resultado, Fonseca não só chegou à sua segunda final da temporada — ele foi campeão em Buenos Aires, em fevereiro —, como também entrou de vez para a elite do tênis mundial. O carioca já assegurou pontos suficientes para aparecer entre os 34 melhores jogadores do ranking da ATP, um salto impressionante para quem estreou no circuito principal há menos de um ano.
Na final, marcada para este domingo (27), às 11h30 (horário de Brasília), o brasileiro enfrentará o vencedor da semifinal entre o francês Ugo Humbert (24º do mundo) e o espanhol Alejandro Davidovich Fokina (18º).
Recorde e maturidade precoce

A campanha em Basileia coloca João Fonseca entre os finalistas mais jovens da história do torneio suíço e o quinto mais jovem a disputar uma decisão de ATP 500. O feito é ainda mais simbólico se lembrarmos que o evento tem tradição: já viu nomes como Roger Federer e Novak Djokovic levantarem o troféu.
Mostrando frieza e potência dignas de veterano, Fonseca dominou Munar com saques firmes e controle total nos pontos decisivos. Foi mais uma demonstração de que o Brasil pode, sim, voltar a sonhar alto no circuito profissional.
Um novo nome para o tênis brasileiro
Em um esporte onde a renovação é lenta, Fonseca surge como um sopro de esperança e carisma. Dono de um estilo ofensivo e mentalidade madura, ele representa uma nova geração de atletas brasileiros dispostos a desafiar os gigantes.
Seja qual for o resultado na final, João Fonseca já entrou para a história — e o Brasil inteiro vai estar de olho quando ele voltar à quadra neste domingo.
[Fonte: Correio Braziliense]