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Tecnologia

Jovem brasileira vence prêmio global do Google com plataforma de estudos para o Enem

Aos 24 anos, Giovanna Moeller conquistou o prêmio de melhor projeto da América Latina em competição global de tecnologia do Google. Criadora da plataforma Edu.AI, voltada à preparação para o Enem, ela sonha em democratizar o acesso à educação com inteligência artificial — e já inspira mulheres no mundo da tecnologia.
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Tempo de leitura: 2 minutos

De Bauru (SP) para o mundo, a jovem programadora Giovanna Moeller, de 24 anos, acaba de conquistar um dos maiores reconhecimentos de sua carreira: vencer um prêmio global de tecnologia promovido pelo Google. Com sua plataforma Edu.AI, criada para auxiliar estudantes na preparação para o Enem, ela mostrou que soluções locais podem ter impacto internacional — e que a tecnologia, quando acessível, pode ser ferramenta de transformação social.

Da curiosidade infantil ao reconhecimento internacional

A relação de Giovanna com a tecnologia começou cedo. Ainda criança, gostava de “fuçar” aparelhos e explorar possibilidades sem medo de errar. Essa curiosidade, com o tempo, transformou-se em paixão por resolver problemas com lógica.

Em julho, esse talento foi reconhecido mundialmente. Entre 10 mil projetos inscritos na competição Agent Development Kit (ADK), do Google, o Edu.AI foi escolhido como o melhor da América Latina.

O que é o Edu.AI

A plataforma funciona como um copiloto de estudos. Entre suas ferramentas, estão correção automática de redações com base nos critérios do Enem, simulados personalizados, flashcards, vídeos explicativos e até apoio na criação de textos.

Tudo isso com baixo consumo de internet e acessível por celular, o que torna o sistema ideal para jovens que não têm acesso a professores particulares ou cursos pagos. “A ideia é que qualquer estudante, em qualquer lugar, consiga se preparar de maneira eficiente e personalizada”, explica Giovanna.

Representatividade e mulheres na tecnologia

Além da relevância educacional, a conquista de Giovanna ganha peso extra pela representatividade. Segundo a Serasa Experian, menos de 1% das mulheres no Brasil trabalham na área de tecnologia, um universo de apenas 69,8 mil profissionais.

“Estar entre tantos projetos incríveis e ver o Edu.AI reconhecido globalmente mostrou que nossa realidade local também importa no cenário internacional”, afirma. “E, claro, sendo mulher na tecnologia, isso carrega um simbolismo ainda maior. A representatividade importa”.

Para ela, outras mulheres foram fonte de inspiração, e hoje ela espera ser esse exemplo para novas gerações.

Educação como justiça social

Giovanna destaca que a evasão escolar afeta mais de 9 milhões de jovens brasileiros entre 15 e 29 anos, segundo o IBGE. Para ela, soluções tecnológicas acessíveis podem ser uma ponte entre alunos e ensino de qualidade.

“O Edu.AI foi criado pensando em como a IA pode complementar o professor, e não substituí-lo. Quando a tecnologia chega a quem mais precisa, deixa de ser luxo e passa a ser justiça social”, defende.

O futuro em construção

Perto de concluir o curso de Sistemas de Informação na UNESP, Giovanna já tem planos para o futuro: expandir o Edu.AI para escolas, cursinhos e ONGs de todo o país. Ela também deseja liderar projetos com mais mulheres na tecnologia, criando ambientes mais inclusivos e diversos.

“O futuro é colaborativo, e eu quero estar nele construindo pontes com a tecnologia”, resume.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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