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Mundo

Lula viaja aos EUA para Assembleia da ONU com seis ministros e foco em clima e geopolítica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca nos Estados Unidos para a 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, acompanhado de seis ministros estratégicos. A viagem mira reforçar a política externa brasileira e discutir temas como Palestina e crise climática, em preparação para a COP30 em Belém.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia neste domingo (21) sua viagem para Nova York, onde participará da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, entre 22 e 24 de setembro. A presença do Brasil, tradicionalmente marcada pelo discurso de abertura, será reforçada por uma comitiva ministerial escolhida a dedo, em meio a tensões diplomáticas e restrições impostas por Washington.

Quem acompanha Lula

Seis ministros confirmaram presença: Mauro Vieira (Relações Exteriores), Camilo Santana (Educação), Marina Silva (Meio Ambiente), Márcia Lopes (Mulheres), Jader Barbalho (Cidades) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas). A composição revela o desejo do governo de projetar no exterior suas prioridades em temas como transição climática, inclusão social, direitos das mulheres e valorização de povos originários.

As autorizações de viagem foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) neste fim de semana.

Agenda internacional

Lula Schembaun
© X/@AlTopeyPunto198

Lula deve se reunir com líderes globais para debater conflitos no Oriente Médio, especialmente a situação na Palestina, além de reforçar o papel do Brasil na agenda climática, tema central para a COP30, que será sediada em Belém, no Pará, em novembro.

Com isso, a viagem assume caráter de vitrine diplomática: ao mesmo tempo em que o país busca mediar discussões de paz, tenta firmar-se como protagonista ambiental no palco internacional.

Ministros barrados ou limitados

A composição da comitiva, no entanto, foi marcada por percalços. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, desistiu da viagem após restrições impostas pelo governo de Donald Trump. Segundo Padilha, os EUA limitaram sua circulação a poucos quarteirões em Nova York, inviabilizando agendas em Washington.

Em carta enviada à Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), ele classificou a medida como descumprimento do Acordo de Sede da ONU.

Já o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, chegou a ter o visto norte-americano suspenso em agosto. Apesar de a restrição ter sido posteriormente revogada, ele optou por não acompanhar Lula em Nova York.

O que está em jogo

Naciones Unidas
© Davi Mendes

A participação de Lula na Assembleia da ONU será uma oportunidade para reafirmar bandeiras históricas do Brasil: defesa da multipolaridade, combate às mudanças climáticas e promoção da paz. Ao mesmo tempo, expõe as dificuldades práticas da diplomacia brasileira em meio a atritos com os EUA e restrições de circulação impostas a integrantes do governo.

O discurso de Lula deve buscar equilibrar críticas ao unilateralismo com a defesa de um sistema multilateral mais justo, capaz de refletir os interesses de países em desenvolvimento — uma estratégia que reforça sua tentativa de reposicionar o Brasil como voz relevante na governança global.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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